A pequena aldeia do Salgueiro acolhe a primeira unidade industrial de produção de fumeiro do concelho de Mogadouro. As infra-estruturas básicas e a proximidade com o rio Sabor fazem desta terra um local único para a confecção de produtos agrícolas, como é o caso do azeite do Vale do Sabor, considerado “um dos melhores do mundo”.
Para abrir a nova unidade transformadora, Paulo Rocha, o proprietário da empresa “Carnes Sabores do Planalto”, investiu cerca de 300 mil euros em equipamento capaz de aliar a tradição À modernidade. No entanto, o empresário garante que os investimentos não vão ficar por aqui, já que este é o primeiro passo numa unidade que poderá ganhar maior dimensão.
Paulo Rocha garante que vai cumprir todos parâmetros para que produtos, como a alheira, o chouriço doce, o butelo ou bulho, a linguiça e o salpicão tenham uma boa aceitação no mercado. A crise e o facto de estar instalado numa das aldeias mais pequenas do concelho de Mogadouro não assustam Paulo Rocha“Vou tentar que cada produto obedeça às receitas tradicionais”, avançou o responsável.
Nesta primeira fase, a empresa está a produzir cerca de 800 quilos de fumeiro por semana. Para tal, foram criados três postos de trabalho fixos, que podem vir a aumentar. Apesar da fábrica estar instalada numa das aldeias mais pequenas do concelho, o empresário encara o futuro com optimismo, até porque a localização a paixão pela terra e pelo rio falaram mais alto na hora de decidir. “Para já ainda não tive apoios. Já pensei em pedi-los, mas não é fácil. A actual conjuntura económica não é favorável, mas acredito que as coisas vão melhorar”, acrescentou o empresário.
O projecto “Carnes Sabores do Planalto” teve início em 2003, mas só agora começou a laborar, depois de ultrapassados todos os obstáculos. “Havia muitas exigências”, recorda Paulo Rocha. Perante o actual cenário económico, o empresário garante que não tem medo da crise.“Se tivesse fica quieto”, enfatiza o responsável.
Francisco Pinto in http://www.jornalnordeste.com
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Feira das Cantarinhas esgotam hotelaria
Terminou mais uma edição da Feira das Cantarinhas, que decorreu em simultâneo com a Feira do artesanato de Bragança. Na sessão de abertura, que decorreu na passada quinta-feira, o presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança (ACISB), António José carvalho apelou ao bom senso do comércio tradicional para abrirem as portas no passado fim-de-semana. “Deixo um apelo aos comerciantes que abram as portas e que recebam os visitantes com um sorriso. Em tempos de crise é importante que se mostre que sabemos receber quem nos visita”, relembrou o dirigente.
Já o presidente da Câmara municipal de Bragança, Jorge Nunes mostrou-se muito satisfeito com a organização da feira, salientando que o certame já era um sucesso, pois a lotação das unidades hoteleiras da cidade já estavam esgotadas. “A feira está muito bem organizada e com o esforço da Câmara Municipal em publicitar o evento em Espanha, temos a confirmação que os hotéis da cidade já atingiram a sua capacidade máxima”, afirmou o edil.
Na abertura oficial esteve presente, também, o embaixador da Irlanda em Portugal, James Brennan, que se mostrou encantado com a cidade e com a população brigantina “adorei a cidade e este povo, são muito parecidos com o povo irlandês”, revelou o diplomata. Recorde-se que uma empresa de capitais irlandeses, a Airtricity, está a investir na criação de parques eólicos no concelho de Bragança.
Vanessa Martins in http://www.jornalnordeste.com
Já o presidente da Câmara municipal de Bragança, Jorge Nunes mostrou-se muito satisfeito com a organização da feira, salientando que o certame já era um sucesso, pois a lotação das unidades hoteleiras da cidade já estavam esgotadas. “A feira está muito bem organizada e com o esforço da Câmara Municipal em publicitar o evento em Espanha, temos a confirmação que os hotéis da cidade já atingiram a sua capacidade máxima”, afirmou o edil.
Na abertura oficial esteve presente, também, o embaixador da Irlanda em Portugal, James Brennan, que se mostrou encantado com a cidade e com a população brigantina “adorei a cidade e este povo, são muito parecidos com o povo irlandês”, revelou o diplomata. Recorde-se que uma empresa de capitais irlandeses, a Airtricity, está a investir na criação de parques eólicos no concelho de Bragança.
Vanessa Martins in http://www.jornalnordeste.com
São Pedro Velho promove primeiro certame dedicado aos principais produtos da terra
Em nome do vinho e dos morangos
Com aromas inebriantes, cores apelativas e aspecto suculento e saboroso, o vinho e os morangos foram os protagonistas da primeira edição do certame que adoptou o nome dos produtos mais conhecidos de São Pedro Velho, no concelho de Mirandela. A I Feira do Vinho e Morangos foi, assim, ponto de paragem obrigatória para os milhares de pessoas que, na passada sexta-feira e sábado, puderam saborear e provar verdadeiras iguarias que resultam do microclima que caracteriza aquela localidade. “Aqui produz-se bom vinho e morangos. São produtos de elevadíssima qualidade e que surgem associados à aldeia”, pelo que achámos conveniente dar este nome à Feira”, explicou o secretário da Junta de Freguesia de São Pedro Velho, Mário Fontoura da Cunha. Segundo o autarca, ao longo dos dois dias passaram pelo certame alguns milhares de curiosos de toda a região, que puderam conhecer os produtos dos 18 expositores presentes no evento. “Recebemos muita gente de fora da freguesia e era exactamente esse o objectivo, já que pretendemos divulgar os produtos e, consequentemente, a aldeia que fica um pouco isolada”, salientou o responsável. Dado o sucesso desta primeira edição, a Feira do Vinho e Morangos é uma iniciativa para continuar. “Será repetida, depois de corrigirmos e melhorarmos algumas lacunas”, assegurou o autarca. Recorde-se que este certame representa um investimento na ordem dos seis mil euros e contou com o apoio da Câmara Municipal de Mirandela. Sectores do vinho e dos morangos empregam parte dos 300 habitantes da aldeia Actualmente são seis os produtores de vinho e morangos em São Pedro Velho, responsáveis pela criação de bastantes postos de trabalho. “Empregam parte da população da freguesia que asseguram a manutenção das culturas”, explicou o autarca. Dependendo das condições climatéricas, a freguesia regista uma produção significativa no que toca a morangos e vinho. “É uma das principais formas de rentabilidade para os produtores da aldeia que vendem as suas colheitas para a região, grandes superfícies das principais cidades do País e, mesmo, para Espanha”, informou Mário Fontoura da Cunha. Além dos produtos expostos, os visitantes puderam assistir às demonstrações gastronómicas feitas pela Escola de Hotelaria e Turismo de Mirandela à base de morangos ou aos painéis vitivinícolas.
Sandra Canteiro in http://www.jornalnordeste.com
Com aromas inebriantes, cores apelativas e aspecto suculento e saboroso, o vinho e os morangos foram os protagonistas da primeira edição do certame que adoptou o nome dos produtos mais conhecidos de São Pedro Velho, no concelho de Mirandela. A I Feira do Vinho e Morangos foi, assim, ponto de paragem obrigatória para os milhares de pessoas que, na passada sexta-feira e sábado, puderam saborear e provar verdadeiras iguarias que resultam do microclima que caracteriza aquela localidade. “Aqui produz-se bom vinho e morangos. São produtos de elevadíssima qualidade e que surgem associados à aldeia”, pelo que achámos conveniente dar este nome à Feira”, explicou o secretário da Junta de Freguesia de São Pedro Velho, Mário Fontoura da Cunha. Segundo o autarca, ao longo dos dois dias passaram pelo certame alguns milhares de curiosos de toda a região, que puderam conhecer os produtos dos 18 expositores presentes no evento. “Recebemos muita gente de fora da freguesia e era exactamente esse o objectivo, já que pretendemos divulgar os produtos e, consequentemente, a aldeia que fica um pouco isolada”, salientou o responsável. Dado o sucesso desta primeira edição, a Feira do Vinho e Morangos é uma iniciativa para continuar. “Será repetida, depois de corrigirmos e melhorarmos algumas lacunas”, assegurou o autarca. Recorde-se que este certame representa um investimento na ordem dos seis mil euros e contou com o apoio da Câmara Municipal de Mirandela. Sectores do vinho e dos morangos empregam parte dos 300 habitantes da aldeia Actualmente são seis os produtores de vinho e morangos em São Pedro Velho, responsáveis pela criação de bastantes postos de trabalho. “Empregam parte da população da freguesia que asseguram a manutenção das culturas”, explicou o autarca. Dependendo das condições climatéricas, a freguesia regista uma produção significativa no que toca a morangos e vinho. “É uma das principais formas de rentabilidade para os produtores da aldeia que vendem as suas colheitas para a região, grandes superfícies das principais cidades do País e, mesmo, para Espanha”, informou Mário Fontoura da Cunha. Além dos produtos expostos, os visitantes puderam assistir às demonstrações gastronómicas feitas pela Escola de Hotelaria e Turismo de Mirandela à base de morangos ou aos painéis vitivinícolas.
Sandra Canteiro in http://www.jornalnordeste.com
Terra de Magalhães dá partida a volta ao mundo em bicicleta ecológica
Sabrosa continua a ser palco de iniciativas pioneiras. Desta vez, no passado dia 30 de Abril, uma empresa espanhola fabricante de bicicletas ecológicas, movidas a energia solar, escolheu Sabrosa, numa alusão clara à viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães, como ponto de partida para uma volta ao mundo com este tipo de veículos que estão cada vez mais na moda.
A ideia é repetir a longuíssima viagem, em pleno século XXI, apenas com base em energias renováveis: a energia solar para ajudar nos percursos mais acidentados (a subida das encostas do Douro serão seguramente um bom teste), e a energia eólica, como no tempo de Magalhães será a única energia utilizada pelos barcos que, nesta viagem, transportarão as bicicletas quando for necessário cruzar os oceanos.
A Câmara Municipal de Sabrosa foi contactada no sentido de o início desta viagem ser efectuada na Praça do Município, junto ao monumento de Magalhães. Por outro lado, a empresa fez questão de solicitar a bênção para a viagem pelo Pároco local, Reverendíssimo Padre Óscar Moura. O próprio dono da empresa iniciou esta gesta, que será completada sucessivamente através de todos os colaboradores da mesma. É de notar que a vinda propositada a Sabrosa e a escolha desta localidade como ponto de partida desta iniciativa, provam que sem dúvida a estratégia da Câmara Municipal de Sabrosa de divulgação da figura de Fernão de Magalhães e consequentemente do Concelho e do Douro, está no sentido correcto da promoção e maior conhecimento das potencialidades da região.
A ideia é repetir a longuíssima viagem, em pleno século XXI, apenas com base em energias renováveis: a energia solar para ajudar nos percursos mais acidentados (a subida das encostas do Douro serão seguramente um bom teste), e a energia eólica, como no tempo de Magalhães será a única energia utilizada pelos barcos que, nesta viagem, transportarão as bicicletas quando for necessário cruzar os oceanos.
A Câmara Municipal de Sabrosa foi contactada no sentido de o início desta viagem ser efectuada na Praça do Município, junto ao monumento de Magalhães. Por outro lado, a empresa fez questão de solicitar a bênção para a viagem pelo Pároco local, Reverendíssimo Padre Óscar Moura. O próprio dono da empresa iniciou esta gesta, que será completada sucessivamente através de todos os colaboradores da mesma. É de notar que a vinda propositada a Sabrosa e a escolha desta localidade como ponto de partida desta iniciativa, provam que sem dúvida a estratégia da Câmara Municipal de Sabrosa de divulgação da figura de Fernão de Magalhães e consequentemente do Concelho e do Douro, está no sentido correcto da promoção e maior conhecimento das potencialidades da região.
Câmara de Murça promove Azeite, Vinho e Produtos Regionais
A Câmara Municipal de Murça promove a quinta edição da Feira do Azeite, do Vinho e Produtos Regionais, uma mostra que acontece de 7 a 10 de Maio, e conta este ano com a presença de 30 expositores, sendo a grande maioria provenientes do concelho. Tal como tem acontecido nas edições anteriores este evento está inserido nas comemorações da Semana do Município que começam já esta quinta-feira, véspera do dia do feriado municipal que se assinala a 8 de Maio.
Durante a semana o destaque vai para a promoção e comercialização de produtos locais, tais como o azeite, o vinho, o queijo de cabra e ovelha, os enchidos, o saboroso pão de centeio e trigo cozido em fornos a lenha, o mel, as queijadas e toucinho-do-céu.
A Feira do Azeite, do Vinho e Produtos Regionais surgido em 2004, começou por ser um espaço de exposição de artesanato e feira do livro, tendo recebido, no ano seguinte, o azeite, o vinho e a doçaria. Porque é nas freguesias onde se podem encontrar dos melhores produtos tradicionais, o espaço abriu-se então às freguesias, para orgulho das suas gentes.
A câmara organizou ainda pelo segundo ano consecutivo um roteiro gastronómico para promover os restaurantes do concelho e sensibilizar para a gastronomia regional, pretendendo recuperar pratos tradicionais, como os milhos, a palhaça ou as favas com chouriço.
Durante a semana o destaque vai para a promoção e comercialização de produtos locais, tais como o azeite, o vinho, o queijo de cabra e ovelha, os enchidos, o saboroso pão de centeio e trigo cozido em fornos a lenha, o mel, as queijadas e toucinho-do-céu.
A Feira do Azeite, do Vinho e Produtos Regionais surgido em 2004, começou por ser um espaço de exposição de artesanato e feira do livro, tendo recebido, no ano seguinte, o azeite, o vinho e a doçaria. Porque é nas freguesias onde se podem encontrar dos melhores produtos tradicionais, o espaço abriu-se então às freguesias, para orgulho das suas gentes.
A câmara organizou ainda pelo segundo ano consecutivo um roteiro gastronómico para promover os restaurantes do concelho e sensibilizar para a gastronomia regional, pretendendo recuperar pratos tradicionais, como os milhos, a palhaça ou as favas com chouriço.
Lançada Rota do Património para dinamizar fronteira - Atrair mais turistas à região
A Rota do Património da Fronteira, que engloba vários monumentos portugueses e espanhóis, tem por objectivo potenciar a zona transfronteiriça transmontana através da dinamizando do Turismo Cultural.
Numa primeira fase, a Rota do Património da Fronteira, lançada ontem em Bragança, propõe a visita a 10 monumentos portugueses, de vários concelhos dos distritos de Bragança e Guarda e vários em Espanha. A proposta prevê visitas públicas a um conjunto de imóveis que cobrem um período cronológico que vai da Pré-História recente ao século XVII.
O projecto resultou da aprovação de uma candidatura transfronteiriça de cerca de um milhão de euros. Muitos daqueles monumentos foram alvo de intervenções com vista à sua requalificação. Na Domus de Bragança, as obras foram realizadas no âmbito de uma parceria entre a Câmara, o Ministério da Cultura, com o apoio da Caixa Duero, uma dependência bancária espanhola.
Foi aquele o monumento escolhido para fazer o lançamento da rota, pela secretária de Estado da Cultura, Paula Santos, que hoje continua o périplo pela região para visitar vários locais. O objectivo da rota passa por \"potenciar\" aquele espaço de fronteira, dinamizando o turismo cultural, referiu a secretária de Estado. Paula Santos crê que se pode aliar o prazer de usufruir, com a conservação e preservação do património, e, a partir daqui, criar um conjunto de actividades económicas ao nível da restauração e da hotelaria, que poderão gerar postos e trabalho e investimento na região. O turismo cultural é um segmento que apresenta taxas de crescimento positivo, pelo que a responsável da Cultura defende que é preciso dar \"sustentabilidade\" à rota, dando-lhe visibilidade. Com aquela rota, a secretária de Estado diz que se pretende que as populações locais visitem o património, mas também que sirva para atrair turistas, que não passem pela região, mas que fiquem alguns dias. \"Se vierem e tiverem uma rota para visitar, vai aumentar a permanência na região e automaticamente vão ter de dormir e de comer\", afirmou Paula Santos.
A segunda fase consiste na divulgação da rota, o que já está a ser feito através do lançamento de folhetos e desdobráveis em várias línguas, divulgação na página da Direcção Regional da Cultura, e em circuitos que podem ser frequentados por turistas. Já foi aprovada uma nova candidatura transfronteiriça no valor de 360 mil euros, que servirá para a intervenção física em monumentos.
Paula Santos apresentou, ainda, o projecto de ampliação e de requalificação do Museu Terras de Miranda, orçamentado em 1,5 milhões de euros e candidato ao Quadro de Referencia Estratégica Nacional, cujo actual edifício está degradado. Há dois anos chegou mesmo a ocorrer uma derrocada no telhado.
Glória Lopes in JN, 2009-05-07
Numa primeira fase, a Rota do Património da Fronteira, lançada ontem em Bragança, propõe a visita a 10 monumentos portugueses, de vários concelhos dos distritos de Bragança e Guarda e vários em Espanha. A proposta prevê visitas públicas a um conjunto de imóveis que cobrem um período cronológico que vai da Pré-História recente ao século XVII.
O projecto resultou da aprovação de uma candidatura transfronteiriça de cerca de um milhão de euros. Muitos daqueles monumentos foram alvo de intervenções com vista à sua requalificação. Na Domus de Bragança, as obras foram realizadas no âmbito de uma parceria entre a Câmara, o Ministério da Cultura, com o apoio da Caixa Duero, uma dependência bancária espanhola.
Foi aquele o monumento escolhido para fazer o lançamento da rota, pela secretária de Estado da Cultura, Paula Santos, que hoje continua o périplo pela região para visitar vários locais. O objectivo da rota passa por \"potenciar\" aquele espaço de fronteira, dinamizando o turismo cultural, referiu a secretária de Estado. Paula Santos crê que se pode aliar o prazer de usufruir, com a conservação e preservação do património, e, a partir daqui, criar um conjunto de actividades económicas ao nível da restauração e da hotelaria, que poderão gerar postos e trabalho e investimento na região. O turismo cultural é um segmento que apresenta taxas de crescimento positivo, pelo que a responsável da Cultura defende que é preciso dar \"sustentabilidade\" à rota, dando-lhe visibilidade. Com aquela rota, a secretária de Estado diz que se pretende que as populações locais visitem o património, mas também que sirva para atrair turistas, que não passem pela região, mas que fiquem alguns dias. \"Se vierem e tiverem uma rota para visitar, vai aumentar a permanência na região e automaticamente vão ter de dormir e de comer\", afirmou Paula Santos.
A segunda fase consiste na divulgação da rota, o que já está a ser feito através do lançamento de folhetos e desdobráveis em várias línguas, divulgação na página da Direcção Regional da Cultura, e em circuitos que podem ser frequentados por turistas. Já foi aprovada uma nova candidatura transfronteiriça no valor de 360 mil euros, que servirá para a intervenção física em monumentos.
Paula Santos apresentou, ainda, o projecto de ampliação e de requalificação do Museu Terras de Miranda, orçamentado em 1,5 milhões de euros e candidato ao Quadro de Referencia Estratégica Nacional, cujo actual edifício está degradado. Há dois anos chegou mesmo a ocorrer uma derrocada no telhado.
Glória Lopes in JN, 2009-05-07
quarta-feira, 6 de maio de 2009
O Douro deverá quadruplicar o número de dormidas até 2015 - 600 mil dormidas
O Douro deverá quadruplicar o número de dormidas até 2015. O objectivo foi assumido, ontem, em Lamego, pelo ministro da Economia, Manuel Pinho, durante uma sessão de apresentação de novos projectos turísticos.
A região registou o ano passado 140 mil dormidas de turistas e o objectivo é que chegue às 600 mil no espaço de seis anos. A nova meta é \"ambiciosa\", como o governante admitiu, mas conta com os empreendimentos do sector que vão começar a ser desenvolvidos e com aqueles que já estão a funcionar, como é o caso do Aquapura Douro Valley, na Quinta de Vale Abraão (Lamego), inaugurado em Junho de 2007, onde decorreu a sessão de ontem.
Uma cerimónia em que se pretendeu que os empresários que já investiram na região dessem o exemplo do que fizeram, bem como falassem da sua experiência para abrir o \"apetite\" a novos investimentos. Foi o caso dos responsáveis do Aquapura; do Vintage House Hotel, no Pinhão (Alijó), e do Solar da Rede (Mesão Frio); e ainda do Hotel Folgosa Douro (Armamar). Este último aberto em Dezembro do ano passado e que juntamente com o restaurante DOC criaram naquela zona ribeirinha um pólo de atracção.
O Vintage House Hotel e o Solar da Rede, do Grupo CS (Carlos Saraiva), foram recentemente sujeitos a obras, num investimento de 2,5 milhões de euros, para os renovar e adaptar aos novos desafios. Do mesmo grupo, o tão falado Douro Marina Hotel Resort, em Mesão Frio, deverá começar a ser construído durante o próximo ano. Destaque ainda para os novos Vintage House II, no Pinhão, que transformará cubas de vinho em quartos; o Grand Douro, em Pala (Baião); e a Quinta do Pego, da Rozès, em Tabuaço.
Quando todos os projectos estiverem a funcionar, Manuel Pinho acredita que estará criada uma zona turística de \"altíssima qualidade\". E com ela, \"será possível quadriplicar o número anual de dormidas. Sabe-se lá se, até, ir além dessa meta\", confiou. Diogo Vaz Guedes, responsável do Aquapura, acredita mesmo que será possível chamar à região a \"nata dos turistas internacionais\".
Outra meta, traçada por Luís Patrão, presidente do Turismo de Portugal, é a retenção \"por vários dias\" dos turistas que visitam o Douro. Por isso, relevou a importância de \"uma rede de serviços turísticos de qualidade\" e que deverá não esquecer a \"ligação ao vinho, aos escritores da região, entre outros aspectos de animação\". Neste contexto, observa que o Douro tem de criar condições para reter as pessoas \"durante uma semana, ou mais\".
Luís Patrão salientou que é preciso começar a pensar em alargar horizontes e captar \"novas correntes do turismo internacional\" e que podem ser atraídas pela marca \"Vinho do Porto\". Na mira devem estar ingleses, franceses, espanhóis, italianos e dos países nórdicos. O presidente do Turismo de Portugal não esqueceu os americanos que têm no culto da vinha e do vinho um dos seus principais objectivos em termos de visita turística. Ora, se bem promovido junto de alguns nichos de mercado, \"o Douro tende a tornar-se um destino turístico de dimensão mundial\". De resto, o turismo tem vindo a ser assumido como fundamental para desenvolver o Douro, umas das regiões mais pobres da Europa. O ministro da Economia reconheceu que o apoio do Estado \"tem sido limitado\", o que \"mostra que há empresários que sabem correr riscos\" ao criar \"unidades do melhor que há no Mundo\". Manuel Pinho revelou ainda dispor de \"recursos, em termos de capital de risco, que sempre que for julgado conveniente podem ser usados para apoiar projectos\".
Eduardo Pinto in JN, 2009-05-05
A região registou o ano passado 140 mil dormidas de turistas e o objectivo é que chegue às 600 mil no espaço de seis anos. A nova meta é \"ambiciosa\", como o governante admitiu, mas conta com os empreendimentos do sector que vão começar a ser desenvolvidos e com aqueles que já estão a funcionar, como é o caso do Aquapura Douro Valley, na Quinta de Vale Abraão (Lamego), inaugurado em Junho de 2007, onde decorreu a sessão de ontem.
Uma cerimónia em que se pretendeu que os empresários que já investiram na região dessem o exemplo do que fizeram, bem como falassem da sua experiência para abrir o \"apetite\" a novos investimentos. Foi o caso dos responsáveis do Aquapura; do Vintage House Hotel, no Pinhão (Alijó), e do Solar da Rede (Mesão Frio); e ainda do Hotel Folgosa Douro (Armamar). Este último aberto em Dezembro do ano passado e que juntamente com o restaurante DOC criaram naquela zona ribeirinha um pólo de atracção.
O Vintage House Hotel e o Solar da Rede, do Grupo CS (Carlos Saraiva), foram recentemente sujeitos a obras, num investimento de 2,5 milhões de euros, para os renovar e adaptar aos novos desafios. Do mesmo grupo, o tão falado Douro Marina Hotel Resort, em Mesão Frio, deverá começar a ser construído durante o próximo ano. Destaque ainda para os novos Vintage House II, no Pinhão, que transformará cubas de vinho em quartos; o Grand Douro, em Pala (Baião); e a Quinta do Pego, da Rozès, em Tabuaço.
Quando todos os projectos estiverem a funcionar, Manuel Pinho acredita que estará criada uma zona turística de \"altíssima qualidade\". E com ela, \"será possível quadriplicar o número anual de dormidas. Sabe-se lá se, até, ir além dessa meta\", confiou. Diogo Vaz Guedes, responsável do Aquapura, acredita mesmo que será possível chamar à região a \"nata dos turistas internacionais\".
Outra meta, traçada por Luís Patrão, presidente do Turismo de Portugal, é a retenção \"por vários dias\" dos turistas que visitam o Douro. Por isso, relevou a importância de \"uma rede de serviços turísticos de qualidade\" e que deverá não esquecer a \"ligação ao vinho, aos escritores da região, entre outros aspectos de animação\". Neste contexto, observa que o Douro tem de criar condições para reter as pessoas \"durante uma semana, ou mais\".
Luís Patrão salientou que é preciso começar a pensar em alargar horizontes e captar \"novas correntes do turismo internacional\" e que podem ser atraídas pela marca \"Vinho do Porto\". Na mira devem estar ingleses, franceses, espanhóis, italianos e dos países nórdicos. O presidente do Turismo de Portugal não esqueceu os americanos que têm no culto da vinha e do vinho um dos seus principais objectivos em termos de visita turística. Ora, se bem promovido junto de alguns nichos de mercado, \"o Douro tende a tornar-se um destino turístico de dimensão mundial\". De resto, o turismo tem vindo a ser assumido como fundamental para desenvolver o Douro, umas das regiões mais pobres da Europa. O ministro da Economia reconheceu que o apoio do Estado \"tem sido limitado\", o que \"mostra que há empresários que sabem correr riscos\" ao criar \"unidades do melhor que há no Mundo\". Manuel Pinho revelou ainda dispor de \"recursos, em termos de capital de risco, que sempre que for julgado conveniente podem ser usados para apoiar projectos\".
Eduardo Pinto in JN, 2009-05-05
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