quarta-feira, 22 de abril de 2009

Rosquilha celebra elevação de Arcozelo a vila

Argozelo acolhe quarta edição do certame dedicado ao produto mais emblemático da localidade . A rosquilha voltou a ser a protagonista da feira que decorreu no passado fim-de-semana e que celebra a elevação de Argozelo a vila.

O certame, que vai na quarta edição e é organizado pela Junta de Freguesia, em parceria com a Câmara Municipal de Vimioso, assumiu o nome do produto mais emblemático da localidade, que continua a ser fabricado na época da Pascoa por todas as famílias. “A feira visa assinalar a elevação de Argozelo a vila e optámos por lhe dar o nome de rosquilha, porque é um bolo típico da Páscoa e muito característico desta localidade”, explicou o presidente da Junta de Freguesia de Argozelo, António Alves.

Além das rosquilhas, os visitantes que passaram pelo certame puderam comprar produtos tradicionais e artesanais, como artigos em pele e renda, entre outros, nos oito expositores que marcaram presença na IV Feira da Rosquilha.

“Temos mais vendedores este ano e estamos disponíveis para apoiar todos aqueles que estejam interessados em participar neste evento”, adiantou o autarca.
Feita a partir de ovos, farinha, aguardente e açúcar, a rosquilha é vendida ao longo de todo o ano por padarias instaladas naquela localidade.

“Há pessoas que procuram este produto todo o ano, pelo que se faz bastante negócio com a sua venda”, sublinhou o António Alves.

A feira foi animada pela Banda Filarmónica da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vimioso, Grupo Musical Triangulo, Rancho Folclórico de Vimioso, Grupo Mirandanças e Mini Banda de Vimioso.
Recorde-se que Argozelo tem cerca de mil habitantes e foi elevada a vila em 2001.

Sandra Canteiro,In http://www.jornalnordeste.com/index.asp?idEdicao=264&id=11672&idSeccao=2404&Action=noticia

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Operadora turística das Filipinas pode trazer 5000 turistas aos socalcos durienses

Os filipinos têm os olhos colocados no Douro. Uma equipa de uma das maiores operadoras turísticas deste país esteve na região a fazer prospecções de oferta turística com o objectivo de criar um pacote turístico para o nosso país.
O Douro foi a região escolhida e Sabrosa o local a visitar obrigatoriamente. Fátima e Fernão de Magalhães serão os principais atractivos propostos por esta operadora que durante o próximo ano pretende conduzir até Portugal cerca de 5.000 filipinos.
A vertente religiosa deste povo encontrará em Fátima um excelente motivo de visita, enquanto que o Douro, e mais precisamente Sabrosa, serão apresentados coma a terra de origem do navegador português Fernão de Magalhães, figura histórica que exerce um grande fascínio sobre o povo filipino.
A Entidade Regional Turismo do Douro, já reagiu considerando de grande importância atrair para a região vinhateira do Douro proveniências turísticas variadas.Também o município de Sabrosa se está a prepara para receber os admiradores de Fernão de Magalhães, tendo para o efeito lançado o projecto do Centro de Interpretação Fernão Magalhães, uma obra orçada em cerca de um milhão de euros.
Esta infra-estrutura cultural tem sido apresentada como "um espaço de encontro entre as comunidades "tocadas" pela circum-navegação, designadamente os países europeus que contribuíram com tripulação e aqueles por onde passou Fernão de Magalhães, nomeadamente Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Filipinas”.
in http://noticiasdonordesteultimas.blogspot.com

Promover e divulgar o parque natural no Montesinho

Com o Parque Natural de Montesinho como pretexto, surge uma associação que no início resultou de uma conjugação de interesses de pessoas amigas, mas que acabou por assumir a promoção turística e uma posição interventiva em defesa da área protegida.
A história principia nos passeios de fim-de-semana que um grupo de amigos apreciadores da natureza protagonizava no Parque Natural de Montesinho (PNM), quer a pé, de jipe, bicicleta... Com interesses comuns, decidem criar uma associação ambiental, que no final de 2004 ganha forma. Surge a Montesinho Vivo, com o objectivo de “defesa, promoção, apoio e divulgação do PNM em todas as suas vertentes, nomeadamente nas que se relacionam com o turismo, protecção do ambiente, salvaguarda das tradições e gastronomia, valorização do património histórico, cultural, natural, agricultura tradicional e biológica e prática de desportos de natureza”, como se inscreve no site da associação. Foi na Feira de Fumeiro de Vinhais, em 2005, que a associação se apresentou formalmente, elencando o conjunto de actividades que se propunha desenvolver. “A nossa primeira actividade organizada foi um passeio pedestre na zona da Moimenta, na calçada medieval, que contou com bastantes participantes, não só associados e amigos, mas visitantes de Lisboa e do Porto”, explicou Telmo Cadavez, presidente da associação. Acrescentou que foi em 2005 que “organizámos a nossa grande actividade, que, tal como o passeio de Moimenta, repetimos todos os anos, no final de Setembro: o passeio da brama, um percurso para observação de veados, que tem sempre muitos participantes com conhecimentos científicos e técnicos”. Ainda no primeiro ano de existência, a Montesinho Vivo edita o Mapa & Guia do Parque Natural de Montesinho, o único guia turístico completo que existe sobre a área protegida, que contém os principais pontos de interesse identificados com fotografias, percursos, alojamento, entre outras informações, tendo a edição sido apoiada pelas câmaras municipais de Bragança e Vinhais, Região de Turismo, particulares, promotores turísticos e associados, um dos poucos apoios que ao longo dos cinco anos que a Montesinho Vivo tem de existência foram concedidos. “Temos pedido apoios e tivemos alguns, nomeadamente para a edição do guia, mas, a partir daí, nunca mais nos foi concedida qualquer ajuda e a associação ainda não tem sede física, apesar de já ter sido solicitada ao Ministério da Agricultura, através da Direcção Geral de Florestas, uma casa da floresta, pois a maioria está abandonada. Ainda não tivemos nenhum feedback. Precisamos de uma sede e consideramos que é uma questão de justiça e igualdade”, sublinhou o presidente. No segundo ano de actividade a associação organizou o III Campo de Montanha, um fim-de-semana de actividades desportivas, e promoveu a iniciativa “O pão e a tradição”, uma visita a um forno tradicional a lenha em Gondosende, com a possibilidade de participação no fabrico do pão. Passeios de diversa espécie e participação em várias feiras e certames do distrito são outras das actividades que a Montesinho Vivo tem levado a cabo.

Intervenção cívica em defesa da área protegida
No entanto, a associação não promove apenas actividades turísticas, mas assume uma postura de defesa de valores que considera justos de protecção do parque. Sempre atenta, a Montesinho Vivo participou na discussão pública do Plano de Ordenamento do PNM, manifestando o seu descontentamento quanto à possibilidade de instalação de aerogeradores na área protegida. Segundo Telmo Cadavez, “sobre a possibilidade de se instalarem aerogeradores no PNM, a associação é contra, porque consideramos que os valores naturais da paisagem não se coadunam com a instalação de uma cortina de aerogeradores”. Contudo, como adiantou, “o plano já existe e deixou abertura a essa possibilidade. Agora temos que ver o que se afigura no futuro, se será minimamente aceitável ou não. Há medidas no plano para acautelar interesses e de tal forma os interesses são relevantes que o plano deixou a porta aberta, mas com muitas reservas, o que é compreensível”. E foram estas preocupações que a associação registou em 2008 numa petição apresentada na Assembleia da República, que continua em apreciação e parecer na 7ª Comissão: Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território, aguardando a Montesinho Vivo uma resposta sobre a matéria. Também a degradação da Estrada Nacional 308, que há quinze dias motivou uma manifestação na aldeia de Carragosa, preocupa a associação, que enviou um pedido de esclarecimento ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, relativamente à EN 308, pois, como frisou o presidente, “o estado da via é lastimável e há mais de 30 anos que não é objecto de intervenção. E, para além de servir as populações de Vila Nova, Meixedo, Carragosa, Mofreita, Dine, entre outras, tem uma utilidade turística essencial, uma vez que é uma das principais vias dentro do PNM”. A Montesinho Vivo reclama ainda a definição de um modelo de gestão para a zona de caça da Lombada. “Consideramos que seria importante um modelo de gestão na zona da Lombada, que tem um potencial turístico não só relacionado com a caça, mas também com outros aspectos”, explicou Telmo Cadavez. Acrescentou que “só com a definição de um modelo de gestão e implementação de regras muito claras, todos poderão beneficiar: populações, agricultores, caçadores, associações e autarquias locais”, referindo o caso espanhol da zona da Serra da Colebra, como exemplo a seguir, uma vez que, apesar de ser também uma zona de caça, “existe um plano que possibilita liberdade total dos visitantes nos percursos disponíveis, quer seja de carro ou a pé”.

Associação anfitriã do parque
A comunicação social, regional, nacional e internacional, tem elegido a Montesinho Vivo como auxiliar na realização de trabalhos sobre o PNM, o que Telmo Cadavez justifica na projecção da área protegida realizada através do site da associação: “o facto de a imprensa nos contactar a nós e não entidades oficiais penso que tem que ver com a visibilidade que as tecnologias de informação e comunicação hoje permitem, pois, através do nosso site, divulgamos o PNM de uma forma que consideramos estar a ser bem conseguida”. “Contactam-nos e nós somos bons anfitriões, até porque a associação visa a promoção do parque”, acrescentou. Assim, em 2006 o PNM figurou nas páginas da revista Activa, na GEO espanhola, na Rotas e Destinos, na Auto Frotas e foi tema de documentário para o canal televisivo italiano RAI 1. “A associação conduziu, num passeio de jipe, os jornalistas italianos e respectiva tradutora numa visita ao PNM e ao moinho da aldeia de Terrosos, que foi colocado em funcionamento, tendo sido demonstrado o método de fabrico artesanal do pão num forno a lenha daquela aldeia”, lembrou o presidente. Ainda nesse ano, o Diário de Notícias publicou três reportagens no suplemento “Boa Vida”, sobre diversos aspectos do parque, tendo a associação guiado os jornalistas portugueses durante três dias, contemplando diversas actividades, desde observação de veados, visita à Casa do Mel, visita a várias aldeias, entre outros. Com a questão da possível instalação de aerogeradores no PNM sobre a mesa, a RTP realizou o programa Biosfera sobre eólicas, contando com a participação da Montesinho Vivo, em 2007, ano em que a associação, em parceria com a Universidade Católica do Porto, realizou um vídeo promocional sobre o parque, que disponibilizará no novo site que será apresentado brevemente. “Consideramos que esta ligação à comunicação social é importante e temos tido uma relação de empatia, disponibilizando sempre a nossa ajuda, revelando esta grande casa que é o PNM”, sublinhou.

O que falta em Montesinho
Boas acessibilidades, planos de gestão ordenados, maior promoção da área protegida, maior protecção ambiental são alguns dos valores que a associação, que já conta com quase uma centena de associados, pretende defender. “Falta mais vida. Somos a associação Montesinho Vivo e pretendemos animar mais o PNM, com actividades e incentivando os promotores turísticos a tornarem-se nossos associados e participarem activamente na discussão de diversos problemas, como a estrada EN 308, as eólicas, a zona de caça da Lombada e outros, uma vez que, quantos mais formos, mais força temos”, adiantou Telmo Cadavez. Lembrou ainda que seria importante a criação de um traking que percorra todo o parque, destinado a quem pretenda passear a pé, em circuitos de dias ou semanas, bem como a constituição de rotas para bicicleta, e ainda sinalética uniformizada e tradicional. Com cinco anos de existência, a Montesinho Vivo vai continuar a fazer do Parque Natural a sua casa, preocupada com a protecção ambiental e com o desenvolvimento turístico da região, assumindo-se como promotora da área protegida pelo que considera primordial a parceria com diversas entidades que contribuam para um Montesinho melhor.

Aida Sofia Lima in http://www.mensageironoticias.pt/

Concelho de Vinhais transformado em ecomuseu

O concelho de Vinhais foi transformado em Ecomuseu, com o objectivo de melhor aproveitar os seus recursos naturais e humanos, passando o território a ser visto como um museu vivo, para atrair mais turistas.
Trata-se de uma área com mais de 694 quilómetros quadrados e 35 freguesias, que a Câmara quer promover como um Ecomuseu, ou seja um espaço natural e um verdadeiro museu vivo. A autarquia investiu cerca de 250 mil euros para adquirir equipamento tecnológico que foi instalado no posto de turismo e criar o Museu de Arte Sacra, que deverá ser inaugurado em Maio.
O projecto do Ecomuseu, lançado há um ano e meio, foi apresentado ontem, tendo como objectivo divulgar os principais recursos e a identidade do concelho, nomeadamente a natureza, as tradições, actividades económicas, o património arquitectónico e histórico. A ideia é levar os visitantes às aldeias e sítios onde estão essas riquezas.
O Executivo municipal avançou com este projecto por existirem lacunas na área da divulgação turística. "O Turismo é uma das nossas potencialidades, sobretudo a natureza e a gastronomia, a estratégia já está a ter resultados e o número de visitantes está em franco aumento", afirmou Roberto Afonso, vice-presidente da Câmara.
O Museu de Arte Sacra já está concluído e contou com a colaboração da Ordem Terceira de São Francisco de Vinhais, que cedeu as instalações. Foi reunida uma colecção de ourivesaria de alfaias religiosas litúrgicas, pinturas a óleo e peças "muito importantes", destaca Roberto Afonso, que pertencem à Santa Casa da Misericórdia de Vinhais e a várias igrejas do concelho, que vão integrar a exposição temporária.
Glória Lopes in http://jn.sapo.pt/

60 milhões para regeneração urbana de 20 concelhos do Douro

Intervenção visa criar condições para que as pessoas voltem aos núcleos urbanos

É uma autêntica revolução em 20 sedes de concelho. O programa de regeneração urbana do Douro prevê um investimento superior a 60 milhões de euros. Objectivo: devolver vida e actividade aos centros históricos.
É a primeira vez que na região se concretiza um plano concertado. É como se fosse um "programa Pólis" dos pequenos aglomerados do interior do país. Desde Baião até Miranda do Douro vários concelhos aproveitaram o incentivo comunitário de mais de 42 milhões de euros, para traçarem projectos com que lavar a cara de algumas zonas importantes de vilas e cidades. As mais delas semi-abandonas e em ruínas.
Mas não só de obra se esculpe este programa de regeneração urbana. "É muito mais que isso!", exclama o chefe da Estrutura Missão do Douro, Ricardo Magalhães. O edificado e o mobiliário do espaço público vai ser requalificado, é evidente, mas depois vem a parte difícil: "O surgimento de actividades económicas e culturais; a reutilização de certos espaços com outras funções", reforça o responsável, prevendo que de outra forma "passarão cinco ou seis anos e será necessário requalificar outra vez".
Para que aquele desígnio seja alcançado é preciso mudar de atitude (e para mudar esta, partir muita "pedra"). Sobretudo para não se continuar a apostar em mais do mesmo. "É necessário que apareçam visionários que apostem na alternativa e assumam o risco", precisa Mendes Baptista, adjunto do secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades.
O visionário só terá de (e não é pouco) desenhar uma estratégia para ajudar a dar vida ao núcleo urbano regenerado. Ou seja, fazer com que haja pessoas interessadas em voltar a viver lá. O presidente da Câmara de Sabrosa, José Marques, atira que os projectos de regeneração urbana "não serão bem sucedidos se não se criar dinâmica económica e, como consequência, empregos".
A ideia é assinada por baixo por Mendes Baptista, mas desde que essa actividade seja suportada pelos operadores privados. "Não pode ser o orçamento público a estar constantemente a assumir a despesa da animação", vinca. O exemplo de um café belga que funciona simultaneamente como galeria de arte, é avançado, a talho de foice, por José Marques, como uma actividade que, lá no sítio, se converteu num ponto de atracção.
E é nisso que pensa o autarca quando fala do centro interpretativo sobre Fernão de Magalhães que tem previsto para Sabrosa. "Um projecto atractivo, cujo dinamismo poderá passar por um simulador da viagem de circum-navegação", explica, sem dúvidas que "isto é que vai ser diferenciador, capaz de atrair os jovens".
O presidente da Câmara de Moimenta da Beira, Agostinho Correia, desconfia, porém, que o segredo não passa exclusivamente pelo comércio. "Se não colocarmos lá serviços públicos dificilmente arrastaremos pessoas para os centros históricos", opina.
Olhando a questão por um outro prisma, o edil de Torre de Moncorvo, Aires Ferreira, defende a criação de eixos urbanos como forma de criar dinâmicas entre concelhos, que resultem em benefícios para quem neles vive. Pela sua parte, anda há anos a tentar criar um eixo entre Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa, dada a proximidade, mas já sabe que "não vai ser apoiado porque os dois municípios não somam mais de 30 mil habitantes". O único que existe é o de Vila Real-Régua-Lamego, denominado Douro Alliance e que já está a desenvolver uma série de iniciativas.

Eduardo Pinto in http://jn.sapo.pt/

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Fecharam 2 mil empresas no Distrito de Vila Real em 2008, segundo a NERVIR

Cerca de 2.000 empresas fecharam no distrito de Vila Real em 2008, o que traduz um aumento face a 2007, mas uma descida relativamente a 2006, disse hoje à Agência Lusa o presidente da Associação Empresarial - Nervir, Manuel Coutinho.
Manuel Coutinho avançou com dados provisórios da evolução da economia regional, os quais referem que o total de empresas que fecharam as portas foi de 1.976 em 2008, enquanto que no ano anterior encerraram 1.632, e dois anos antes 2.125 empresas.
O responsável sublinhou que os sectores mais afectados no distrito de Vila Real são a alimentação e as bebidas, com 334 encerramentos em 2008 contra 206 em 2007, e o comércio a retalho com 148 encerramentos contra 59 em 2007.
Outros sectores afectados foram o da construção, que viu encerrar 134 empresas, e a agricultura e silvicultura, com 113 encerramentos.
Manuel Coutinho explicou que o tecido empresarial do distrito é maioritariamente constituído por micro, pequenas e médias empresas.
Segundo os dados da Nervir, em 2006 o distrito possuía 17.121 empresas, com um total de 39.177 pessoal ao serviço, as quais representaram um volume de negócios de dois milhões de euros.
O responsável salientou que, “por força dos encerramento de empresas e estabelecimentos comerciais”, a taxa de desemprego no distrito é de 12,1 por cento”.
Em Fevereiro, o distrito contava com 10.534 desempregados, mais 3,3 por cento do que em Janeiro e mais 6,8 por cento do que em Fevereiro de 2007.
“Estes valores representam uma subida em relação à taxa do mês anterior e, sobretudo, à taxa do mês homólogo do ano anterior”, frisou.
Na região do Douro, o desemprego atingiu os 11,7 por cento em Fevereiro e, em Trás-os-Montes, essa taxa foi de 11,1 por cento.Nesse mês, Trás-os-Montes contabilizou 19.034 desempregados e o Douro 10.268.
“Ainda que não seja possível quantificar a queda no volume de vendas, é previsível e lógica a redução dos negócios em todos os sectores de actividade, acompanhando a tendência de contracção nacional do PIB que acaba de ser avaliada em 3,5 por cento”, salientou.
Manuel Coutinho referiu ainda que os investimentos na região são predominantemente públicos, com 82 milhões para o distrito de Vila Real, e 120 milhões para o Douro.
Os investimentos elegíveis dos privados rondam os 17 milhões de euros no distrito e os 8,6 milhões no Douro.
“Tratando-se de uma economia suportada pela administração pública e nas micro e pequenas empresas, a evolução da crise regional deve ser acompanhada de forma específica e autónoma”, frisou.
Decorreu hoje na Nervir uma sessão pública de apresentação de medidas de apoio às pequenas e médias empresas, nomeadamente no que diz respeito às soluções de financiamento e medidas de apoio ao emprego e à contratação.
Manuel Coutinho reclamou uma discriminação positiva para as empresas da região, referindo que no Interior as mesmas contam com maiores entraves.
In http://www.maraoonline.com

Vinho “Moscatel Favais 10 anos” conquista grande Medalha de Ouro em Itália

A Adega Cooperativa de Favaios, concelho de Alijó, conquistou a Grande Medalha de Ouro na feira italiana “Vinitaly” 2009 com o “Moscatel de Favaios 10 anos”, anunciou hoje fonte da empresa. Segundo a fonte, em Itália a adega duriense conquistou ainda uma medalha de prata com o “Favaios 1989” e outra de bronze como o “Favaíto”.
A “Vinitaly” decorreu de 02 a 06 de Abril, em Verona, sendo considerada a maior festa do vinho italiana e uma das maiores e mais importantes feiras do sector em todo o mundo. Instalada no concelho de Alijó, em pleno coração da Região Demarcada do Douro, a Adega de Favaios é hoje um dos mais modernos centros de vinificação duriense. Criada em 1952, a adega é conhecida pelo Moscatel de Favaios, o qual já detém cerca de 80 por cento da quota de mercado dos moscatéis.
O vinho vencedor da Grande Medalha de Ouro foi lançado em Maio de 2007 e é da responsabilidade do enólogo Miguel Ferreira, sendo produzido à base de uvas moscatel galego. Com uma idade media de 10 anos, é elaborado a partir da mistura de vários vinhos de colheitas jovens que, com as mais velhas enriquece o aroma e sabor resultantes, aumentando a complexidade.
Dos vinhos jovens predominam os aromas a tangerina, casca de laranja, limão, tília e rosas, e dos vinhos envelhecidos a torrefacção, os frutos secos, o mel e o caramelo. A fonte anunciou ainda o lançamento da nova embalagem do “Encostas de Favaios”, um vinho Regional Terras Durienses, uma das marcas mais fortes nesta categoria, e com um volume de vendas projectado para este ano de 1,6 milhões de litros. A nova imagem deste vinho explora a origem do vinho, reforçando a alusão às encostas de Favaios e adicionando símbolos como o barco rabelo e o rio Douro.
O “Encostas de Favaios” é um vinho branco e tinto, para consumo diário, cujo sucesso, segundo a fonte, deriva da sua excelente relação qualidade/preço. Esta nova imagem do vinho regional é um passo adicional na estratégia de diversificação do negócio da Adega de Favaios através dos vinhos, depois de 2008 ter sido o ano do relançamento do DOC Douro “Foral da Vila”.
In http://www.maraoonline.com