A praia fluvial da Albufeira do Azibo, em Macedo de Cavaleiros, obteve nota máxima em todos os critérios de avaliação considerados pela Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (DECO) na sua análise das praias fluviais nacionais.
De acordo com os resultados publicados num artigo da Revista Proteste de Abril de 2009, onde são avaliadas 30 praias nacionais, a praia fluvial do Azibo é considerada um exemplo ao nível da qualidade da água, da limpeza e da informação prestada aos banhistas.
Além de ter obtido classificação de muito bom em todos os critérios, a praia fluvial do Azibo destaca-se ainda pelo facto de dispor de instalações sanitárias e duches, posto de primeiros socorros e acessos para pessoas com mobilidade reduzida. Requisitos que, em comparação com as restantes 29 praias fluviais analisadas pela Revista Proteste, fazem da praia do Azibo a melhor praia fluvial do país.
In http://noticiasdonordesteultimas.blogspot.com/2009/04/praia-fluvial-do-azibo-avaliada-com.html
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Comboio volta à linha do Corgo em Setembro de 2010
A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, assumiu o compromisso de “reabrir a linha dentro de ano e meio”. A governante adiantou que a primeira fase da intervenção começa em Junho deste ano e a outra fase em Setembro, ficando concluída em Setembro do próximo ano.
Ana Paula Vitorino garantiu que “seria impossível fazer esta intervenção em menos tempo”, já que se trata da “reabilitação e requalificação total da via”. Este espaço de tempo vai servir para concluir os projectos de execução, lançar os concursos e fazer as obras. Estima-se que sejam investidos 26,9 milhões de euros na substituição integral dos materiais da super-estrutura de via, e mais cerca de 420 mil euros na supressão e reclassificação de passagens de nível. A governante explicou que a linha foi encerrada “para fazer obras e intervenções que são urgentes e que têm a ver com a segurança das pessoas”. Ana Paula Vitorino disse não entender as razões da contestação das populações que temem o encerramento definitivo da linha. “Estando em causa a segurança não há que pensar duas vezes, tem que se encerrar a linha”, afirmou. A responsável recordou que se trata de uma “linha muito antiga que, durante muitos anos, não teve qualquer intervenção”.Segundo a secretária de Estado, apesar das intervenções levadas a cabo nos últimos anos, verificou-se que “os materiais já tinham chegado ao fim da sua vida útil e, por muitas intervenções que se fizessem, nunca se conseguiria repor as condições de segurança”. Ana Paula Vitorino adiantou ainda que o relatório elaborado com a colaboração de especialistas ferroviários suíços, concluiu que a intervenção tem de ser “profunda” e tem de “ser feita já”.
Meia centena para receber secretária de Estado
Cerca de meia centena de pessoas das freguesias servidas pela Linha do Corgo juntaram-se em frente ao Governo Civil de Vila Real, para exigir a reabertura da Linha. A maioria não acredita que a Linha volte a abrir e dizem-se “enganados”. Queixam-se que os autocarros têm de passar em estradas estreitas e sinuosas, onde muitas vezes não passam dois carros.Ana Paula Vitorino esteve reunida com responsáveis da CP, os presidentes de Câmara de Vila Real, Santa Marta de Penaguião e Peso da Régua, e também das juntas de freguesia afectadas. Foi criada uma comissão de acompanhamento para “ajudar a melhorar o serviço alternativo”.
Sandra Borges in http://www.noticiasdevilareal.com/noticias/index.php?action=getDetalhe&id=5271
Ana Paula Vitorino garantiu que “seria impossível fazer esta intervenção em menos tempo”, já que se trata da “reabilitação e requalificação total da via”. Este espaço de tempo vai servir para concluir os projectos de execução, lançar os concursos e fazer as obras. Estima-se que sejam investidos 26,9 milhões de euros na substituição integral dos materiais da super-estrutura de via, e mais cerca de 420 mil euros na supressão e reclassificação de passagens de nível. A governante explicou que a linha foi encerrada “para fazer obras e intervenções que são urgentes e que têm a ver com a segurança das pessoas”. Ana Paula Vitorino disse não entender as razões da contestação das populações que temem o encerramento definitivo da linha. “Estando em causa a segurança não há que pensar duas vezes, tem que se encerrar a linha”, afirmou. A responsável recordou que se trata de uma “linha muito antiga que, durante muitos anos, não teve qualquer intervenção”.Segundo a secretária de Estado, apesar das intervenções levadas a cabo nos últimos anos, verificou-se que “os materiais já tinham chegado ao fim da sua vida útil e, por muitas intervenções que se fizessem, nunca se conseguiria repor as condições de segurança”. Ana Paula Vitorino adiantou ainda que o relatório elaborado com a colaboração de especialistas ferroviários suíços, concluiu que a intervenção tem de ser “profunda” e tem de “ser feita já”.
Meia centena para receber secretária de Estado
Cerca de meia centena de pessoas das freguesias servidas pela Linha do Corgo juntaram-se em frente ao Governo Civil de Vila Real, para exigir a reabertura da Linha. A maioria não acredita que a Linha volte a abrir e dizem-se “enganados”. Queixam-se que os autocarros têm de passar em estradas estreitas e sinuosas, onde muitas vezes não passam dois carros.Ana Paula Vitorino esteve reunida com responsáveis da CP, os presidentes de Câmara de Vila Real, Santa Marta de Penaguião e Peso da Régua, e também das juntas de freguesia afectadas. Foi criada uma comissão de acompanhamento para “ajudar a melhorar o serviço alternativo”.
Sandra Borges in http://www.noticiasdevilareal.com/noticias/index.php?action=getDetalhe&id=5271
Centro Histórico de Mirandela precisa de valorização e de mais investimento
Isidro Gomes, do Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal, defende que o centro histórico não está restrito à ponte velha ou ao Palácio dos Távoras e que é necessário haver investimento para potenciar essa zona.
“O centro histórico não é o Palácio dos Távora nem a ponte velha. O centro histórico é um conjunto de casa, casas mais bonitas ou mais feias e que se calhar são mais interessantes. No trabalho que estivemos a desenvolver identificou-se é que temos casas recentes que têm uma influência artística e Mirandela nunca tinha olhado para elas”, refere.
Casas com características modernistas são um exemplo da tipologia de edifícios que este estudo pretende destacar, contrariando a ideia de que Mirandela não tem património.“Não temos casas do século XVI ou XVII, mas temos casas do modernismo. Os alpendres são bastante característicos por exemplo e é este tipo de coisas que nós queremos destacar, estas outras valências e potencialidades de Mirandela e contrariar a ideia de que Mirandela não tem história nem património e que não é verdade, nós temos”, assegura Isidro Gomes. Para uma maior valorização do Centro Histórico o responsável defende que é indispensável conhecer o património e que o município de Mirandela se tem descuidado nesse aspecto. “Temos que conhecer o nosso património. Temos que saber no que é que vale a pena investir. Só depois de o caracterizar é que devemos investir. O problema do centro histórico passa por aí, é que em Mirandela não estudaram e por isso não se pode valorizar”, justifica. Numa altura em que o turismo é cada vez mais uma aposta da região para atrair população, o técnico acredita que a valorização das cidades, nomeadamente de Mirandela, passa por saber receber bem as pessoas e ter coisas para mostrar.“O nosso património é a gastronomia, a paisagem e aquilo que é construído pelo homem. O turismo é um potencial, esta região quer atrair turismo e o património pode ajudar. O passear pelas ruas faz com que percam tempo, com que fiquem com fome e vão comer e depois se gostarem ficam mais um dia”, afirmou Isidro Gomes.
No passeio pelas ruas da cidade do Tua que assinalou o Dia Nacional dos Centros Históricos inscreveram-se 12 pessoas mas o número aumentou e acabaram por comparecer cerca de 20 pessoas.
Joana Oliveira in http://www.imprensaregional.com.pt/jornal_terra_quente/
“O centro histórico não é o Palácio dos Távora nem a ponte velha. O centro histórico é um conjunto de casa, casas mais bonitas ou mais feias e que se calhar são mais interessantes. No trabalho que estivemos a desenvolver identificou-se é que temos casas recentes que têm uma influência artística e Mirandela nunca tinha olhado para elas”, refere.
Casas com características modernistas são um exemplo da tipologia de edifícios que este estudo pretende destacar, contrariando a ideia de que Mirandela não tem património.“Não temos casas do século XVI ou XVII, mas temos casas do modernismo. Os alpendres são bastante característicos por exemplo e é este tipo de coisas que nós queremos destacar, estas outras valências e potencialidades de Mirandela e contrariar a ideia de que Mirandela não tem história nem património e que não é verdade, nós temos”, assegura Isidro Gomes. Para uma maior valorização do Centro Histórico o responsável defende que é indispensável conhecer o património e que o município de Mirandela se tem descuidado nesse aspecto. “Temos que conhecer o nosso património. Temos que saber no que é que vale a pena investir. Só depois de o caracterizar é que devemos investir. O problema do centro histórico passa por aí, é que em Mirandela não estudaram e por isso não se pode valorizar”, justifica. Numa altura em que o turismo é cada vez mais uma aposta da região para atrair população, o técnico acredita que a valorização das cidades, nomeadamente de Mirandela, passa por saber receber bem as pessoas e ter coisas para mostrar.“O nosso património é a gastronomia, a paisagem e aquilo que é construído pelo homem. O turismo é um potencial, esta região quer atrair turismo e o património pode ajudar. O passear pelas ruas faz com que percam tempo, com que fiquem com fome e vão comer e depois se gostarem ficam mais um dia”, afirmou Isidro Gomes.
No passeio pelas ruas da cidade do Tua que assinalou o Dia Nacional dos Centros Históricos inscreveram-se 12 pessoas mas o número aumentou e acabaram por comparecer cerca de 20 pessoas.
Joana Oliveira in http://www.imprensaregional.com.pt/jornal_terra_quente/
Município de Alijó assegura apoio a emigrantes que estejam de regresso
Por esta razão o município empenhou-se em abrir um Gabinete de Apoio ao Emigrante, como forma de dar o apoio necessário aos munícipes que tenham emigrado e que queiram voltar.“Existe um conjunto significativo de pessoas que se deslocaram para outros países e que mais tarde querem regressar à sua terra de origem. Esta é uma forma de homenagear o seu trabalho, acolhendo bem quem regressa à sua origem. Temos a obrigação e o dever de os receber de braços abertos e sem burocracias”, salientou o autarca. Na assinatura do acordo esteve também António Braga, secretário de Estado das Comunidades, que acredita ser fundamental o apoio dado aos emigrantes que regressam e que são cerca de 90 por cento. “O objectivo é facilitar a integração das pessoas que regressam principalmente a nível de legislação. Mais de 90 por cento das pessoas que emigram regressam às freguesias de origem e é necessário criar uma rede de apoio a esses cidadãos e contribuir para o regresso dessas pessoas”, refere o governante.
A comunidade portuguesa no estrangeiro ascende já aos cinco milhões e meio de pessoas o que pode representar um contributo importante para a internacionalização de pequenas e médias empresas e para a atracção de investimentos no concelho.
“É também uma possibilidade para angariar um conjunto de parcerias e investimentos para o concelho e não só, uma vez que a partir de agora os programas que o Governo possui designadamente vocacionados para a internacionalização da economia portuguesa como é o NETINVEST , um programa que permite estabelecimento de parcerias entre empresas nacionais e empresas tituladas por portugueses da Diáspora, que possam fazer quer investimento quer exportação ou internacionalização. Este Gabinete está em condições a partir de agora de dar esse conjunto de informações e fazer com que a via verde que as embaixadas e os consulados constituem para esses empresários da diáspora passe aqui por este gabinete”, explica António Martinho.
Em Alijó a fatia maior do bolo da emigração vai para os Estados Unidos, seguidos por alguns países da Europa como a Alemanha, Suíça ou França.Sabrosa, Alijó, Vila Real, Murça, Santa Marta de Penaguião e Foz Côa são alguns dos concelhos que já têm um Gabinete de Apoio ao Emigrante.
in http://www.imprensaregional.com.pt/jornal_terra_quente/
A comunidade portuguesa no estrangeiro ascende já aos cinco milhões e meio de pessoas o que pode representar um contributo importante para a internacionalização de pequenas e médias empresas e para a atracção de investimentos no concelho.
“É também uma possibilidade para angariar um conjunto de parcerias e investimentos para o concelho e não só, uma vez que a partir de agora os programas que o Governo possui designadamente vocacionados para a internacionalização da economia portuguesa como é o NETINVEST , um programa que permite estabelecimento de parcerias entre empresas nacionais e empresas tituladas por portugueses da Diáspora, que possam fazer quer investimento quer exportação ou internacionalização. Este Gabinete está em condições a partir de agora de dar esse conjunto de informações e fazer com que a via verde que as embaixadas e os consulados constituem para esses empresários da diáspora passe aqui por este gabinete”, explica António Martinho.
Em Alijó a fatia maior do bolo da emigração vai para os Estados Unidos, seguidos por alguns países da Europa como a Alemanha, Suíça ou França.Sabrosa, Alijó, Vila Real, Murça, Santa Marta de Penaguião e Foz Côa são alguns dos concelhos que já têm um Gabinete de Apoio ao Emigrante.
in http://www.imprensaregional.com.pt/jornal_terra_quente/
Olival tradicional perde apoios
Novo Plano de Desenvolvimento Rural deixa de fora as áreas de olival inferiores a 5 hectares
As produções de olival tradicional com uma área inferior a 5 hectares (ha) ficam excluídas dos apoios no âmbito do novo Plano de Desenvolvimento Rural (PRODER).A denúncia é feita pela Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD), que pede a inclusão do olival tradicional nas Medidas Agro-Ambientais.Aliás, a associação diz mesmo, em comunicado, que já tinha alertado para esta situação durante o período de consulta e discussão do PRODER e do Plano Estratégico Regional para a Fileira Olivícola, promovido pela Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, mas garante que nunca obteve resposta às solicitações e sugestões.No documento, a AOTAD realça que no PRODER estão previstos, unicamente, apoios para os olivais tradicionais inseridos nas Zonas de Intervenção Territoriais Integradas, como é o caso do Douro Vinhateiro, Montesinho- Nogueira ou Douro Internacional. “Podemos afirmar que a maioria das explorações olivícolas ficaram sem o apoio ao seu papel multifuncional, de preservação da paisagem e do meio ambiente”, salienta a AOTAD.Pequenas produções de olival podem desaparecer devido ao corte de apoios aos agricultoresImporta, ainda, realçar que a cultura das oliveiras em modo tradicional representa grandes custos de produção, tendo em conta a limitação de mecanização. Acresce que o facto de se encontrarem em regime de sequeiro condiciona o olival a uma produtividade baixa, que não é compensado pelos baixos preços de comercialização.Perante este cenário, a associação teme que os produtores partam para o abandono destas culturas, devido aos lucros reduzidos, o que poderá trazer graves consequências a nível social e ambiental na região de Trás-os-Montes.Por outro lado, as Denominações de Origem Protegida assentam, sobretudo, neste tipo de olival, visto que preservam o cultivo regional, o que, aliado às características climatéricas, se traduz na identidade única e singular dos azeites produzidos sob esta denominação. No entanto, esta marca não pode ser o único sustento do olival tradicional, até porque é pouco reconhecida pelo consumidor e ainda tem pouca representatividade a nível nacional.Esta situação leva a AOTAD a pedir a protecção deste tipo de cultivo das oliveiras, quer pela sua importância em tempos de área, mas também porque é uma “pedra basilar” de muitas explorações agrícolas da região.
A AOTAD lembra, ainda, a importância dos apoios concedidos no âmbito das Medidas Agro-Ambientais, que vigoraram até 2005, ao nível da desertificação do interior do País, combinando práticas agrícolas com a preservação do meio ambiente.Recorde-se que, à luz da legislação anterior, os agricultores recebiam 131 euros por ha, em explorações até 5 há. Entre 5 e 10 ha recebiam 105 euros e 78 euros para produções com uma área entre 10 a 100 ha. Para tal, tinham que cumprir uma série de condições associadas ao modo de cultivo e produção, através de práticas amigas do ambiente.Para a AOTAD, esta medida teve uma grande representatividade, quer em termos do número de olivicultores, quer em termos de área do olival, sendo que ainda podiam acumular as ajudas previstas para a protecção integrada ou para a agricultura biológica.A associação lembra, igualmente, que o olival tradicional (consideradas as plantações com mais de 25 anos) é o mais representativo em Portugal, sendo cerca de 59 por cento da área de cultivo de oliveiras. Este tipo de exploração caracteriza-se pelo uso reduzido de fertilizantes e produtos fitofarmacêuticos.
Teresa Batista In http://www.jornalnordeste.com/index.asp?idEdicao=262&id=11559&idSeccao=2389&Action=noticia
As produções de olival tradicional com uma área inferior a 5 hectares (ha) ficam excluídas dos apoios no âmbito do novo Plano de Desenvolvimento Rural (PRODER).A denúncia é feita pela Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD), que pede a inclusão do olival tradicional nas Medidas Agro-Ambientais.Aliás, a associação diz mesmo, em comunicado, que já tinha alertado para esta situação durante o período de consulta e discussão do PRODER e do Plano Estratégico Regional para a Fileira Olivícola, promovido pela Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, mas garante que nunca obteve resposta às solicitações e sugestões.No documento, a AOTAD realça que no PRODER estão previstos, unicamente, apoios para os olivais tradicionais inseridos nas Zonas de Intervenção Territoriais Integradas, como é o caso do Douro Vinhateiro, Montesinho- Nogueira ou Douro Internacional. “Podemos afirmar que a maioria das explorações olivícolas ficaram sem o apoio ao seu papel multifuncional, de preservação da paisagem e do meio ambiente”, salienta a AOTAD.Pequenas produções de olival podem desaparecer devido ao corte de apoios aos agricultoresImporta, ainda, realçar que a cultura das oliveiras em modo tradicional representa grandes custos de produção, tendo em conta a limitação de mecanização. Acresce que o facto de se encontrarem em regime de sequeiro condiciona o olival a uma produtividade baixa, que não é compensado pelos baixos preços de comercialização.Perante este cenário, a associação teme que os produtores partam para o abandono destas culturas, devido aos lucros reduzidos, o que poderá trazer graves consequências a nível social e ambiental na região de Trás-os-Montes.Por outro lado, as Denominações de Origem Protegida assentam, sobretudo, neste tipo de olival, visto que preservam o cultivo regional, o que, aliado às características climatéricas, se traduz na identidade única e singular dos azeites produzidos sob esta denominação. No entanto, esta marca não pode ser o único sustento do olival tradicional, até porque é pouco reconhecida pelo consumidor e ainda tem pouca representatividade a nível nacional.Esta situação leva a AOTAD a pedir a protecção deste tipo de cultivo das oliveiras, quer pela sua importância em tempos de área, mas também porque é uma “pedra basilar” de muitas explorações agrícolas da região.
A AOTAD lembra, ainda, a importância dos apoios concedidos no âmbito das Medidas Agro-Ambientais, que vigoraram até 2005, ao nível da desertificação do interior do País, combinando práticas agrícolas com a preservação do meio ambiente.Recorde-se que, à luz da legislação anterior, os agricultores recebiam 131 euros por ha, em explorações até 5 há. Entre 5 e 10 ha recebiam 105 euros e 78 euros para produções com uma área entre 10 a 100 ha. Para tal, tinham que cumprir uma série de condições associadas ao modo de cultivo e produção, através de práticas amigas do ambiente.Para a AOTAD, esta medida teve uma grande representatividade, quer em termos do número de olivicultores, quer em termos de área do olival, sendo que ainda podiam acumular as ajudas previstas para a protecção integrada ou para a agricultura biológica.A associação lembra, igualmente, que o olival tradicional (consideradas as plantações com mais de 25 anos) é o mais representativo em Portugal, sendo cerca de 59 por cento da área de cultivo de oliveiras. Este tipo de exploração caracteriza-se pelo uso reduzido de fertilizantes e produtos fitofarmacêuticos.
Teresa Batista In http://www.jornalnordeste.com/index.asp?idEdicao=262&id=11559&idSeccao=2389&Action=noticia
Mais idosos acolhidos por famílias
Trás-os-Montes é a região do país que mais crescimento registou no número de famílias de acolhimento de idosos. Entre 2002 e 2007, Bragança passou de duas para 48. Em Vila Real 280 vivem neste regime.
Há poucos meses que Joaquim Pires, de 83 anos, deixou a sua casa sem condições de habitabilidade na aldeia de Alfaião, a escassos quilómetros de Bragança, para ir viver com Elisabete Salvador, na cidade de Bragança, a sua família de acolhimento. O idoso, que sofre de patologias crónicas, não esconde a satisfação por viver agora num local confortável, com aquecimento e refeições à hora. "Não podia arranjar melhor", confidencia. O filho não podia cuidar dele em casa, pois não dispõe sequer de sanitários. As agruras do rigoroso Inverno transmontano foram este ano mais amenas.
Agora compartilha a família e os dias com outro Joaquim, também Pires, 80 anos, natural de Paradela (Miranda do Douro). Além dos nomes repartem as mesmas rotinas em casa de gente que não conheciam, mas que cuidam deles e fazem as vezes da família que não têm ou que deles não pode tratar.
A televisão é a principal distracção dos dois idosos. Cuidar deles é o emprego de Elisabete Salvador, 32 anos, licenciada em Português-Francês.
A jovem só foge na idade ao padrão dos responsáveis pelas famílias de acolhimento do concelho. O perfil revela que são todas mulheres, a idade média é de 43,9 anos, e viviam situações de desemprego. Não está arrependida desta opção, apesar de ter mais habilitações académicas que a grande maioria, revelou um estudo realizado por Manuela Veloso, assistente social, no âmbito de uma tese de mestrado em Geriatria e Gerontologia na Universidade de Aveiro.
Elisabete Salvador considerou a hipótese de cuidar de idosos uma forma de criar o próprio emprego. Desde 2004 que se dedica à tarefa. Não foi fácil a adaptação a pessoas entranhas. "Há necessidade de habituação de ambas as partes", confessa, mas reconhece que o grupo acaba por se tornar uma família.
O estudo de Manuela Veloso concluiu que o acolhimento familiar no concelho tem um impacto positivo, manifestando-se uma alternativa à institucionalização, pois prestam um serviço mais personalizado e de maior proximidade com o idoso, criando laços de maior afectividade.
2009-03-30
GLÓRIA LOPES
In http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Bragan%E7a&Concelho=Bragan%E7a&Option=Interior&content_id=1185226
Há poucos meses que Joaquim Pires, de 83 anos, deixou a sua casa sem condições de habitabilidade na aldeia de Alfaião, a escassos quilómetros de Bragança, para ir viver com Elisabete Salvador, na cidade de Bragança, a sua família de acolhimento. O idoso, que sofre de patologias crónicas, não esconde a satisfação por viver agora num local confortável, com aquecimento e refeições à hora. "Não podia arranjar melhor", confidencia. O filho não podia cuidar dele em casa, pois não dispõe sequer de sanitários. As agruras do rigoroso Inverno transmontano foram este ano mais amenas.
Agora compartilha a família e os dias com outro Joaquim, também Pires, 80 anos, natural de Paradela (Miranda do Douro). Além dos nomes repartem as mesmas rotinas em casa de gente que não conheciam, mas que cuidam deles e fazem as vezes da família que não têm ou que deles não pode tratar.
A televisão é a principal distracção dos dois idosos. Cuidar deles é o emprego de Elisabete Salvador, 32 anos, licenciada em Português-Francês.
A jovem só foge na idade ao padrão dos responsáveis pelas famílias de acolhimento do concelho. O perfil revela que são todas mulheres, a idade média é de 43,9 anos, e viviam situações de desemprego. Não está arrependida desta opção, apesar de ter mais habilitações académicas que a grande maioria, revelou um estudo realizado por Manuela Veloso, assistente social, no âmbito de uma tese de mestrado em Geriatria e Gerontologia na Universidade de Aveiro.
Elisabete Salvador considerou a hipótese de cuidar de idosos uma forma de criar o próprio emprego. Desde 2004 que se dedica à tarefa. Não foi fácil a adaptação a pessoas entranhas. "Há necessidade de habituação de ambas as partes", confessa, mas reconhece que o grupo acaba por se tornar uma família.
O estudo de Manuela Veloso concluiu que o acolhimento familiar no concelho tem um impacto positivo, manifestando-se uma alternativa à institucionalização, pois prestam um serviço mais personalizado e de maior proximidade com o idoso, criando laços de maior afectividade.
2009-03-30
GLÓRIA LOPES
In http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Bragan%E7a&Concelho=Bragan%E7a&Option=Interior&content_id=1185226
Portugal terá três idosos por cada jovem em 2060
Sem apoios à natalidade, a sustentabilidade da população correrá riscos
Daqui a 50 anos, Portugal até poderá conseguir manter os cerca de 10 milhões de residentes. Mas será uma população maioritariamente envelhecida. E com a redução drástica da população activa será difícil assegurar as prestações sociais.
A projecção de população residente no país no período entre 2008 e 2060, realizada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), indica que, no próximo meio século, haverá uma diminuição da percentagem de jovens (com menos de 15 anos) de 3,4%. A população activa (entre os 15 e os 64 anos) terá uma queda maior: 11,5%. Só a população com mais de 65 anos quase duplica: cresce de 17,4% em 2008 para 32,3%.
Isto significa que, em 2060, e se a tendência não for contrariada, haverá três idosos por cada jovem. Em Portugal residirão, nessa altura, 271 idosos por cada 100 jovens - mais do dobro dos valores projectados para este ano: 116 idosos por cada 100 jovens.
Apesar de o cenário parecer grave, o socialista e ex-ministro da Segurança Social Paulo Pedroso afirmou ao JN que encontra aqui o que diz ser uma "boa notícia": "As pessoas vivem mais anos com mais saúde, sobrevivem mais às doenças, e isso é bom". Por outro lado, reconhece, "o perigo de as novas gerações não serem substituídas representa um enorme desafio político, sobretudo em termos de medidas para a protecção social aos idosos e às famílias".
A solução, defende, não passa por mais apoios financeiros à natalidade, "que não vão produzir mais efeitos", mas "pela promoção de serviços". E explica: "A igualdade entre homens e mulheres não pode reflectir-se na demografia. Para que as mulheres possam ter ao mesmo tempo vida laboral e familiar- e Portugal é dos países da União Europeia com taxa mais alta de desemprego feminino - é preciso criar serviços de apoio à família: na primeira infância e na educação a tempo inteiro. Serviços próximos, comportáveis do ponto de vista financeiro e de qualidade". O deputado garante que "foi desta forma que os países nórdicos conseguiram reverter o cenário".
De acordo com a projecção do INE - considera as variáveis da fecundidade, mortalidade e migração -, a população aumentará até 2034, ano a partir do qual começará a diminuir, atingindo, em 2053, valores abaixo de 2008.
Os saldos migratórios positivos não deverão ser suficientes para atenuar o envelhecimento demográfico, indica o estudo. Mas Pedroso é mais optimista. "Portugal recebe mais pessoas do que envia para fora. Esta tendência deverá manter-se no futuro, uma vez que o país é cada vez mais atractivo para mais gente. Para isso, é preciso modernizar a economia e continuar a investir em capital humano".
Fátima Matos, demógrafa, Faculdade de Letras da Univ. do Porto: 'É preciso fixar no país as pessoas"
Uma projecção do Instituto Nacional de Estatística indica que, daqui a 50 anos, Portugal será um país maioritariamente idoso. Que consequências terá este cenário?
Existe o risco da sustentabilidade da própria população. Se existe uma redução drástica da população activa, num sistema como o nosso, em que a Segurança Social é assegurada pelos iimpostos de quem trabalha, essa área fica seriamente afectada. E se as pessoas vivem mais tempo, também vão precisar de mais apoio. Vão ser um peso para o Estado.
É possível reverter a curto prazo a tendência demográfica, que aponta para a existência de três idosos por cada jovem em 2060?
A tendência é contínua desde os anos 80. Houve uma recuperação no pós-25 de Abril, devido ao regresso das pessoas das ex-colónias, que provocou alguma estabilização. Mas depois voltou a decair. E progressivamente tem vindo a afectar também o litoral e as zonas mais urbanas. É comum a todos os países da Europa. Daí que as medidas a tomar pela União Europeia sejam tão importantes para Portugal.
Essas medidas passam essencialmente pelo apoio à natalidade?
Também, mas não só. É preciso contrariar a taxa de fecundidade da população através de apoio financeiro e de assistência materno-infantil. Mas também é preciso promover o emprego, a escolarização, a formação profissional, a emancipação dos jovens, a habitação. É um apoio transversal e não apenas financeiro. Numa altura de crise, é difícil. Mas não se pode pedir às pessoas que tenham mais filhos se não houver contrapartidas fortes.
E o fluxo migratório, que contributo poderá dar para a reversão ?
É outra variável fundamental. O saldo migratório não tem conseguido compensar a queda demográfica, porque a migração, hoje, é flutuante; não é permanente. As pessoas ficam cá algum tempo, mas depois tornam aos países de origem. É preciso conseguir fixar cá quem vem de fora.
In http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1176326
Daqui a 50 anos, Portugal até poderá conseguir manter os cerca de 10 milhões de residentes. Mas será uma população maioritariamente envelhecida. E com a redução drástica da população activa será difícil assegurar as prestações sociais.
A projecção de população residente no país no período entre 2008 e 2060, realizada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), indica que, no próximo meio século, haverá uma diminuição da percentagem de jovens (com menos de 15 anos) de 3,4%. A população activa (entre os 15 e os 64 anos) terá uma queda maior: 11,5%. Só a população com mais de 65 anos quase duplica: cresce de 17,4% em 2008 para 32,3%.
Isto significa que, em 2060, e se a tendência não for contrariada, haverá três idosos por cada jovem. Em Portugal residirão, nessa altura, 271 idosos por cada 100 jovens - mais do dobro dos valores projectados para este ano: 116 idosos por cada 100 jovens.
Apesar de o cenário parecer grave, o socialista e ex-ministro da Segurança Social Paulo Pedroso afirmou ao JN que encontra aqui o que diz ser uma "boa notícia": "As pessoas vivem mais anos com mais saúde, sobrevivem mais às doenças, e isso é bom". Por outro lado, reconhece, "o perigo de as novas gerações não serem substituídas representa um enorme desafio político, sobretudo em termos de medidas para a protecção social aos idosos e às famílias".
A solução, defende, não passa por mais apoios financeiros à natalidade, "que não vão produzir mais efeitos", mas "pela promoção de serviços". E explica: "A igualdade entre homens e mulheres não pode reflectir-se na demografia. Para que as mulheres possam ter ao mesmo tempo vida laboral e familiar- e Portugal é dos países da União Europeia com taxa mais alta de desemprego feminino - é preciso criar serviços de apoio à família: na primeira infância e na educação a tempo inteiro. Serviços próximos, comportáveis do ponto de vista financeiro e de qualidade". O deputado garante que "foi desta forma que os países nórdicos conseguiram reverter o cenário".
De acordo com a projecção do INE - considera as variáveis da fecundidade, mortalidade e migração -, a população aumentará até 2034, ano a partir do qual começará a diminuir, atingindo, em 2053, valores abaixo de 2008.
Os saldos migratórios positivos não deverão ser suficientes para atenuar o envelhecimento demográfico, indica o estudo. Mas Pedroso é mais optimista. "Portugal recebe mais pessoas do que envia para fora. Esta tendência deverá manter-se no futuro, uma vez que o país é cada vez mais atractivo para mais gente. Para isso, é preciso modernizar a economia e continuar a investir em capital humano".
Fátima Matos, demógrafa, Faculdade de Letras da Univ. do Porto: 'É preciso fixar no país as pessoas"
Uma projecção do Instituto Nacional de Estatística indica que, daqui a 50 anos, Portugal será um país maioritariamente idoso. Que consequências terá este cenário?
Existe o risco da sustentabilidade da própria população. Se existe uma redução drástica da população activa, num sistema como o nosso, em que a Segurança Social é assegurada pelos iimpostos de quem trabalha, essa área fica seriamente afectada. E se as pessoas vivem mais tempo, também vão precisar de mais apoio. Vão ser um peso para o Estado.
É possível reverter a curto prazo a tendência demográfica, que aponta para a existência de três idosos por cada jovem em 2060?
A tendência é contínua desde os anos 80. Houve uma recuperação no pós-25 de Abril, devido ao regresso das pessoas das ex-colónias, que provocou alguma estabilização. Mas depois voltou a decair. E progressivamente tem vindo a afectar também o litoral e as zonas mais urbanas. É comum a todos os países da Europa. Daí que as medidas a tomar pela União Europeia sejam tão importantes para Portugal.
Essas medidas passam essencialmente pelo apoio à natalidade?
Também, mas não só. É preciso contrariar a taxa de fecundidade da população através de apoio financeiro e de assistência materno-infantil. Mas também é preciso promover o emprego, a escolarização, a formação profissional, a emancipação dos jovens, a habitação. É um apoio transversal e não apenas financeiro. Numa altura de crise, é difícil. Mas não se pode pedir às pessoas que tenham mais filhos se não houver contrapartidas fortes.
E o fluxo migratório, que contributo poderá dar para a reversão ?
É outra variável fundamental. O saldo migratório não tem conseguido compensar a queda demográfica, porque a migração, hoje, é flutuante; não é permanente. As pessoas ficam cá algum tempo, mas depois tornam aos países de origem. É preciso conseguir fixar cá quem vem de fora.
In http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1176326
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