Numa altura em que se prepara o início das obras da Auto-estrada e decorre a construção do Túnel do Marão, investigador da UTAD pede maior dinamismo aos órgãos de poder local.
Aproveitar a construção das grandes obras em curso na região para promover o seu desenvolvimento e não esperar que estejam concluídas para se “pensar o futuro”. O repto foi deixado pelo coordenador do Grupo de Estudos Territoriais da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Luís Ramos, durante o fórum “O Futuro é Hoje”. Este encontro serviu também para anunciar o início dos trabalhos do Túnel do Marão e que a Auto-estrada Transmontana (AT) arranca já no próximo mês.
A organização deste debate, que decorreu de 26 a 28 de Maio, esteve a cargo do Núcleo de Engenharia Civil e juntou no painel de discussão os altos quadros das empresas Iberdrola Portugal, EDP, Somague, Soares da Costa e Mota-Engil.
Da apresentação dos projectos das Barragens do Alto Tâmega e do Tua, do Túnel do Marão e AT, os participantes, na sua maioria alunos da academia, puderam retirar vários conhecimentos. Francisco Silva, administrador da Somague, a empresa a quem foi concessionada a construção do Túnel do Marão, referiu que os trabalhos já foram iniciados. A obra permitirá a ligação subterrânea entre os 5665 metros que separam Amarante e Vila Real. Durante os 44 meses de trabalho, cerca de 900 pessoas estarão envolvidas, naquele que representa um investimento de 400 milhões de euros. Este troço será depois ligado à AT entre Vila Real e Bragança. Esta segunda infra-estrutura, igualmente de capital importância para a região, começará os seus trabalhos práticos durante o próximo mês. Esta garantia foi deixada pelo administrador da Soares da Costa, António Fraga, empresa responsável pelos trabalhos. A via estende-se ao longo de 186 quilómetros e tem como concelhos directamente atingidos Amarante, Vila Real, Sabrosa, Murça, Alijó, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Bragança, num total de cerca de 250 mil pessoas. Já em desenvolvimento está também o complexo hidroeléctrico do Alto Tâmega, que terá a exploração da Iberdrola Portugal.
Estes três exemplos, a que se juntam a construção do Itinerário Complementar 5 e o Itinerário Principal 2, são para Luís Ramos essenciais para região, mas já no “imediato”. Para este investigador, será um erro esperar o fim da construção como factor de desenvolvimento. “Julgo que os presidente das câmaras, as associações empresariais, os grandes responsáveis políticos da região ainda não se aperceberam que este investimento vai arrastar e mexer muito com a região.” Luís Ramos não compreende a “passividade e quase desinteresse dos agentes locais”, naquilo que concerne a mover esforços e aproveitar o dinamismo criado pelas obras em fase de execução. “Será necessária não apenas a mão-de-obra, mas também o fornecimento de refeições, bens e serviços de todo o tipo, como de engenharia ou da própria publicidade. Se a região não se organizar e não estiver preparada para agarrar as oportunidades, passa tudo ao lado”, referiu o coordenador do Grupo de Estudos Territoriais da UTAD. Nestes próximos oito anos, o investimento em novas infra-estruturas rondará os quatro mil milhões de euros. Ainda segundo Luís Ramos, também a administração central não está compreender o interesse deste tipo de obras, sob o ponto de vista do desenvolvimento de outro tipo de actividades, que não a infra-estrutura propriamente dita. Para o investigador, tudo é visto como numa “lógica meramente de mercado”, esquecendo o “desenvolvimento regional”. “Mais do que deixar a estrada ou barragem tem de se alavancar um determinado tipo de dinâmicas para potenciar outro tipo de actividades na região”, reforçou. Outras das preocupações, para as quais é preciso alertar, é a “responsabilidade social das empresas”. “Deixam umas migalhas na região, fazem uns pequenos contratos de serviços, mas não entendem a sua verdadeira responsabilidade, ou seja, o papel que podem ter no desenvolvimento da região”, sublinhou. Para este investigador, as grandes multi-nacionais que vão estar envolvidas nos trabalhos devem usar a sua “competência e conhecimento” para impulsionar as empresas e actividades da região. Para que assim seja, a iniciativa não terá de partir apenas das grandes companhias. Os órgãos de poder, locais e nacionais, deverão, à semelhança do que se faz noutros países, assegurar que o desenvolvimento seja uma realidade. E nunca esperar pela conclusão das obras. “O emprego criado depois da obra concluída é muito pequeno, mas se, durante a construção, empresas em muitos sectores forem ajudadas a crescer e a desenvolver-se, a região vai apresentar um tecido económico muito mais forte e activo no futuro”, acrescentou Luís Ramos.
Frederico Correia in http://www.mensageironoticias.pt/
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Famílias do litoral querem povoar interior
Projecto “Novos Povoadores” tem candidatos interessados. Fixação na região poderá ser uma realidade em 2010/11
Habitam maioritariamente no distrito de Lisboa e do Porto e há cerca de três anos que vêm congeminando a ideia de se mudarem para um território de baixa densidade, ou seja, para o interior do país. Bragança é um dos distritos onde gostariam de viver com as suas famílias, embora nem todos tenham aqui raízes familiares ou afectivas. Não possuem qualquer experiência de vivência em meio rural, mas querem aqui implementar projectos de empreendedorismo vocacionados para o mercado regional, nacional e local. É este o retrato que se pode traçar dos 14 agregados familiares que, até ao momento, contactaram os responsáveis do projecto “Novos Povoadores”, um projecto-piloto que inicialmente está apenas a ser aplicado em centros urbanos de fácil acesso, para iniciar o processo de mudança do litoral para o interior. “Novos Povoadores” foi um projecto que surgiu pela mão de três amigos, Frederico Lucas, Alexandre Ferraz e Ana Linhares. O objectivo que os move é defesa de um “novo Portugal”, com maior qualidade de vida, em que seja possível reduzir as assimetrias regionais com vantagens para os “novos residentes” e para os territórios de baixa densidade.
Os mentores acreditam que a principal influência para a localização de pessoas e famílias é o trabalho e, hoje em dia, a globalização permite que a “ruralidade” tenha atractivos competitivos quando comparada com as grandes metrópoles. Os “Novos Povoadores”, para já, estão a procurar estabelecer parcerias com as autarquias locais para avançar com o processo de transição das famílias interessadas que, antes de mais, têm que passar um processo de “selecção”.
Esta selecção, feita primeiramente através de um inquérito, visa apurar o real interesse das famílias na mudança. Depois, é preciso garantir que um dos membros do agregado familiar tenha emprego assegurado na região e que o outro tenha um projecto empreendedor para desenvolver no novo local de residência. É na fase de implementação destes projectos que as autarquias e outras entidades são chamadas a colaborar, até para que o processo de transição seja facilitado ao máximo, permitindo uma boa integração dos “novos povoadores”.
Para já, os promotores desta iniciativa entrevistaram 14 agregados familiares, a maioria dos quais composto por três elementos. Os inquiridos querem aplicar aqui um novo projecto que, para já, não passa de uma “ideia”, embora 33 por cento já tenha iniciado o seu desenvolvimento. Todos os candidatos que pretendem mudar-se para Bragança possuem formação ao nível do ensino superior, pós-graduações, mestrados ou doutoramento. Consideram-se pessoas criativas, com capacidade de gestão e de relações públicas, mas admitem, na sua maioria, poder vir a necessitar de algum tipo de apoio na área das tecnologias de informação ou na área de gestão.
Da parte do município de Bragança há todo o interesse em colaborar com o projecto, até porque se baseia na tentativa de inversão da lógica actual que, no entender do autarca, Jorge Nunes, “promove a concentração de pessoas no litoral”. No entender do edil, a região oferece um leque de oportunidades vasto em áreas ligadas à eco-construção, ao eco-turismo, à eco-energia, bem como nas agro-indústrias associadas aos produtos tradicionais. “Estas áreas são, no meu ponto de vista, as que podem vir a obter condições para absorverem recursos humanos qualificados e, consequentemente, alcançarem objectivos de sustentabilidade nesta que se pretende que seja, cada vez mais, uma eco-região”, apontou. Apesar da maioria dos interessados não possuir experiências de vivência em meio rural ou laços familiares que os prendam ao Nordeste Transmontano, Nunes acredita que a adaptação decorrerá de forma pacífica. O autarca lembra que a cidade de Bragança foi recentemente reconhecida como uma das melhores para se viver a nível do país, atribuindo bons desempenhos a nível de qualidade ambiental, mobilidade, segurança para pessoas e bens e oferta cultural. “Mesmo em áreas em que o concelho de Bragança se encontra abaixo da média nacional, como as acessibilidades e a prestação de cuidados de saúde, dentro de três a quatro anos, as melhorias nestas áreas serão significativas e Bragança será ainda mais atractiva”. A centralidade ibérica e a grande proximidade a cidades espanholas ,como Madrid, Valladolid, León ou Salamanca, é outra das mais-valias apontadas pelo autarca, que classifica a região como “um verdadeiro paraíso no interior do país”. “Todos os que não se identificam com a deficitária qualidade de vida existente no litoral podem ter aqui qualidade de vida e harmonia com a natureza”, apontou.
Vila Real tem 13 famílias interessadas
O distrito de Vila Real poderá também vir a receber o projecto “Novos Povoadores”, se houver interesse por parte das autarquias. Os promotores da iniciativa divulgaram ao Mensageiro que há 13 agregados familiares interessados em fazer a mudança para Vila Real num prazo de um a dois anos ou até mesmo em menos de um ano. Na sua maioria são famílias compostas por três pessoas que habitam maioritariamente no Porto (54 por cento) e em Lisboa. Possuem laços familiares na região e há mais de um ano que pretendem realizar a mudança. Os inquiridos possuem, na sua maioria, habilitações literárias ao nível do ensino superior, consideram-se pessoas criativas e com capacidade de gestão, e pretendem vir a implementar na região projectos ligados à área dos serviços e agricultura.
Numa primeira fase, os promotores dos “Novos Povoadores” pretendem implementar o projecto em municípios mais populosos (com mais de 15 mil habitantes) e com economias mais activas, embora, numa segunda fase, esteja previsto alargar a iniciativa a municípios com menor densidade populacional. Segundo dados dos promotores do projecto, em Portugal, 42 por cento da população vive em cinco por cento do território, e apenas 3,5 por cento da população vive em cidades médias: Coimbra e Braga.
Por Carla Gonçalves, in http://www.mensageironoticias.pt/
Habitam maioritariamente no distrito de Lisboa e do Porto e há cerca de três anos que vêm congeminando a ideia de se mudarem para um território de baixa densidade, ou seja, para o interior do país. Bragança é um dos distritos onde gostariam de viver com as suas famílias, embora nem todos tenham aqui raízes familiares ou afectivas. Não possuem qualquer experiência de vivência em meio rural, mas querem aqui implementar projectos de empreendedorismo vocacionados para o mercado regional, nacional e local. É este o retrato que se pode traçar dos 14 agregados familiares que, até ao momento, contactaram os responsáveis do projecto “Novos Povoadores”, um projecto-piloto que inicialmente está apenas a ser aplicado em centros urbanos de fácil acesso, para iniciar o processo de mudança do litoral para o interior. “Novos Povoadores” foi um projecto que surgiu pela mão de três amigos, Frederico Lucas, Alexandre Ferraz e Ana Linhares. O objectivo que os move é defesa de um “novo Portugal”, com maior qualidade de vida, em que seja possível reduzir as assimetrias regionais com vantagens para os “novos residentes” e para os territórios de baixa densidade.
Os mentores acreditam que a principal influência para a localização de pessoas e famílias é o trabalho e, hoje em dia, a globalização permite que a “ruralidade” tenha atractivos competitivos quando comparada com as grandes metrópoles. Os “Novos Povoadores”, para já, estão a procurar estabelecer parcerias com as autarquias locais para avançar com o processo de transição das famílias interessadas que, antes de mais, têm que passar um processo de “selecção”.
Esta selecção, feita primeiramente através de um inquérito, visa apurar o real interesse das famílias na mudança. Depois, é preciso garantir que um dos membros do agregado familiar tenha emprego assegurado na região e que o outro tenha um projecto empreendedor para desenvolver no novo local de residência. É na fase de implementação destes projectos que as autarquias e outras entidades são chamadas a colaborar, até para que o processo de transição seja facilitado ao máximo, permitindo uma boa integração dos “novos povoadores”.
Para já, os promotores desta iniciativa entrevistaram 14 agregados familiares, a maioria dos quais composto por três elementos. Os inquiridos querem aplicar aqui um novo projecto que, para já, não passa de uma “ideia”, embora 33 por cento já tenha iniciado o seu desenvolvimento. Todos os candidatos que pretendem mudar-se para Bragança possuem formação ao nível do ensino superior, pós-graduações, mestrados ou doutoramento. Consideram-se pessoas criativas, com capacidade de gestão e de relações públicas, mas admitem, na sua maioria, poder vir a necessitar de algum tipo de apoio na área das tecnologias de informação ou na área de gestão.
Da parte do município de Bragança há todo o interesse em colaborar com o projecto, até porque se baseia na tentativa de inversão da lógica actual que, no entender do autarca, Jorge Nunes, “promove a concentração de pessoas no litoral”. No entender do edil, a região oferece um leque de oportunidades vasto em áreas ligadas à eco-construção, ao eco-turismo, à eco-energia, bem como nas agro-indústrias associadas aos produtos tradicionais. “Estas áreas são, no meu ponto de vista, as que podem vir a obter condições para absorverem recursos humanos qualificados e, consequentemente, alcançarem objectivos de sustentabilidade nesta que se pretende que seja, cada vez mais, uma eco-região”, apontou. Apesar da maioria dos interessados não possuir experiências de vivência em meio rural ou laços familiares que os prendam ao Nordeste Transmontano, Nunes acredita que a adaptação decorrerá de forma pacífica. O autarca lembra que a cidade de Bragança foi recentemente reconhecida como uma das melhores para se viver a nível do país, atribuindo bons desempenhos a nível de qualidade ambiental, mobilidade, segurança para pessoas e bens e oferta cultural. “Mesmo em áreas em que o concelho de Bragança se encontra abaixo da média nacional, como as acessibilidades e a prestação de cuidados de saúde, dentro de três a quatro anos, as melhorias nestas áreas serão significativas e Bragança será ainda mais atractiva”. A centralidade ibérica e a grande proximidade a cidades espanholas ,como Madrid, Valladolid, León ou Salamanca, é outra das mais-valias apontadas pelo autarca, que classifica a região como “um verdadeiro paraíso no interior do país”. “Todos os que não se identificam com a deficitária qualidade de vida existente no litoral podem ter aqui qualidade de vida e harmonia com a natureza”, apontou.
Vila Real tem 13 famílias interessadas
O distrito de Vila Real poderá também vir a receber o projecto “Novos Povoadores”, se houver interesse por parte das autarquias. Os promotores da iniciativa divulgaram ao Mensageiro que há 13 agregados familiares interessados em fazer a mudança para Vila Real num prazo de um a dois anos ou até mesmo em menos de um ano. Na sua maioria são famílias compostas por três pessoas que habitam maioritariamente no Porto (54 por cento) e em Lisboa. Possuem laços familiares na região e há mais de um ano que pretendem realizar a mudança. Os inquiridos possuem, na sua maioria, habilitações literárias ao nível do ensino superior, consideram-se pessoas criativas e com capacidade de gestão, e pretendem vir a implementar na região projectos ligados à área dos serviços e agricultura.
Numa primeira fase, os promotores dos “Novos Povoadores” pretendem implementar o projecto em municípios mais populosos (com mais de 15 mil habitantes) e com economias mais activas, embora, numa segunda fase, esteja previsto alargar a iniciativa a municípios com menor densidade populacional. Segundo dados dos promotores do projecto, em Portugal, 42 por cento da população vive em cinco por cento do território, e apenas 3,5 por cento da população vive em cidades médias: Coimbra e Braga.
Por Carla Gonçalves, in http://www.mensageironoticias.pt/
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Turistas de Mirandela chegam maioritariamente do litoral
A Câmara Municipal de Mirandela solicitou um estudo, à Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo local, sobre o perfil do visitante, a sua experiência e grau de satisfação nas visitas que efectuaram à cidade. Numa primeira amostragem (ainda provisória) fica bem patente que o grau de satisfação das pessoas é muito elevado e o que mais apreciam é a tranquilidade, a paisagem e a qualidade ambiental. O estudo indica ainda que há um grande fluxo de visitantes, maioritariamente ao fim-de-semana, oriundo de vários pontos do país, principalmente do Litoral (43%), que vêm sobretudo em excursões organizadas. Dos inquiridos, a maioria vem pelos produtos da região, com particular incidência nos enchidos (alheiras) e azeite, para além do artesanato. Um facto que leva o vice-presidente da CMM, António Branco, a considerar que a aposta no crescimento das lojas de produtos regionais, que estão abertos aos fins-de-semana, tem sido uma estratégia de “sucesso”, porque os visitantes têm vindo a aumentar e também é um das principais motivações para a escolha de Mirandela. Isto é, “o urbanismo da cidade contribui para captar as pessoas, mas simultaneamente, a oferta comercial é muito importante.”, Isto, porque as pessoas “não perderiam tanto tempo por cá se não houvesse os produtos regionais, que são uma forte alavanca da economia local”, acrescenta.
A ideia do urbanismo comercial é levar as pessoas a visitarem outros pontos da cidade que não apenas o perímetro de cerca de 500 metros, onde ficam localizadas as lojas de produtos regionais. Uma situação que levou o executivo da câmara a enveredar pela substituição de uma zona comercial, com passagem constante de viaturas, para uma zona pedonal atraente e com animação de rua constante, dinamizando o comércio tradicional de uma forma mais abrangente.
Outras das preocupações do executivo da CMM passa por dar uma nova vida ao centro histórico da cidade, de forma a potenciar outra fileira do turismo. Com essa intenção, já foi apresentada uma candidatura de 10 milhões de euros ao programa de acção para a Regeneração Urbana do Centro Histórico da cidade do Tua. Numa fase posterior, a estimativa de custos, inerentes a esta grande intervenção, situa-se na ordem dos 50 milhões de euros que irá permitir a criação de vários espaços culturais, sociais e lúdicos, precisamente nos sectores onde a cidade apresenta algumas carências que vão ser colmatadas através da valorização de edifícios que se encontram degradados. Há edificações que estavam degradados e agora vão ter novas actividades, como é o caso do edifício da PSP, que “vai ser transformado num núcleo museológico”, refere António Branco. Além disso, também vai ser criado um gabinete de Reabilitação Urbana, para que os privados possam recorrer sempre que necessitarem de apoio jurídico, arquitectónico e mesmo ao nível da arqueologia. Também estão previstas acções para a promoção do comércio e para revitalização de um conjunto de pontos, como é o caso do Palácio dos Távoras, do solar dos Pessanhas, que “são edifícios que estão devolutos e estão incluídos nesta candidatura” acrescenta.
As parcerias para a regeneração urbana obrigam a ter investimentos privados o que, no caso de Mirandela, se traduz em 4 milhões de euros em obras de intervenção física como, por exemplo a criação de uma academia de música em parceria com a Esproarte. O projecto de reabilitação e valorização da zona histórica deverá estar pronto em 2011.
Fernando Pires in http://www.mensageironoticias.pt/
A ideia do urbanismo comercial é levar as pessoas a visitarem outros pontos da cidade que não apenas o perímetro de cerca de 500 metros, onde ficam localizadas as lojas de produtos regionais. Uma situação que levou o executivo da câmara a enveredar pela substituição de uma zona comercial, com passagem constante de viaturas, para uma zona pedonal atraente e com animação de rua constante, dinamizando o comércio tradicional de uma forma mais abrangente.
Outras das preocupações do executivo da CMM passa por dar uma nova vida ao centro histórico da cidade, de forma a potenciar outra fileira do turismo. Com essa intenção, já foi apresentada uma candidatura de 10 milhões de euros ao programa de acção para a Regeneração Urbana do Centro Histórico da cidade do Tua. Numa fase posterior, a estimativa de custos, inerentes a esta grande intervenção, situa-se na ordem dos 50 milhões de euros que irá permitir a criação de vários espaços culturais, sociais e lúdicos, precisamente nos sectores onde a cidade apresenta algumas carências que vão ser colmatadas através da valorização de edifícios que se encontram degradados. Há edificações que estavam degradados e agora vão ter novas actividades, como é o caso do edifício da PSP, que “vai ser transformado num núcleo museológico”, refere António Branco. Além disso, também vai ser criado um gabinete de Reabilitação Urbana, para que os privados possam recorrer sempre que necessitarem de apoio jurídico, arquitectónico e mesmo ao nível da arqueologia. Também estão previstas acções para a promoção do comércio e para revitalização de um conjunto de pontos, como é o caso do Palácio dos Távoras, do solar dos Pessanhas, que “são edifícios que estão devolutos e estão incluídos nesta candidatura” acrescenta.
As parcerias para a regeneração urbana obrigam a ter investimentos privados o que, no caso de Mirandela, se traduz em 4 milhões de euros em obras de intervenção física como, por exemplo a criação de uma academia de música em parceria com a Esproarte. O projecto de reabilitação e valorização da zona histórica deverá estar pronto em 2011.
Fernando Pires in http://www.mensageironoticias.pt/
terça-feira, 26 de maio de 2009
Projecto melhora viticultura no Douro
Suvidur é um projecto que envolve entidades portuguesas e espanholas. Pretende efectuar a zonagem e ordenamento da vinha no Douro, bem como a elaboração de um manual de boas práticas em viticultura. O projecto vai ser desenvolvido ao longo dos próximos dois anos e custa cerca de um milhão e cem mil euros. Envolve o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), como chefe de fila, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Instituto Tecnológico Agrário de Castela e Leão e a Universidade Politécnica de Madrid.
Paulo Osório, vice-presidente do IVDP, explicou ao JN que estas entidades vão começar por \"agregar e partilhar muita da informação disponível sobre zonagem e cultura da vinha\", tanto na Região Demarcada do Douro como nas Arribes del Duero, do lado espanhol. O objectivo é melhorar a viticultura em ambas as regiões, mas de modo a, em Portugal, \"preservar a paisagem cultural, evolutiva e viva do Alto Douro Vinhateiro\", característica que sustenta o título de Património Mundial atribuído pela Unesco em 2001. Paulo Osório explica ainda que o manual de boas práticas agrícolas que sair do projecto Suvidur \"não vai ser impositivo\". Será colocado à disposição das associações, cooperativas e técnicos, como um \"instrumento de trabalho\", com instruções e recomendações, baseado no \"melhor conhecimento científico disponível\" sobre a sustentabilidade da viticultura de encosta.
Será mais exaustivo que o actual Plano Intermunicipal de Ordenamento do Território do Alto Douro Vinhateiro, que já define \"regras agronómicas de bom senso\", algumas delas \"bastante complicadas\", nota Paulo Osório, porque têm a ver com todos os factores que influem na cultura da vinha. O manual de boas práticas há-de funcionar, por isso, como uma \"cábula\" para os agricultores que vão renovar as suas vinhas. Por exemplo, que castas plantar, em que locais, com que sistemas de armação do terreno e em que sítios, se são patamares de um bardo, micro-patamares ou vinha ao alto. Em suma, o que é preciso fazer para plantar uma vinha, desde o início até ao fim, perseguindo um objectivo final: \"Ter o melhor equilíbrio entre produção e qualidade das uvas, para ter os melhores vinhos do Mundo, sem colidir com a paisagem do Património Mundial\", frisa vice-presidente do IVDP.\"Para além de não colidir deve acrescentar valor à paisagem vinhateira\", opina o chefe da Estrutura da Missão do Douro, Ricardo Magalhães.
Eduardo Pinto in JN, 2009-05-26
Paulo Osório, vice-presidente do IVDP, explicou ao JN que estas entidades vão começar por \"agregar e partilhar muita da informação disponível sobre zonagem e cultura da vinha\", tanto na Região Demarcada do Douro como nas Arribes del Duero, do lado espanhol. O objectivo é melhorar a viticultura em ambas as regiões, mas de modo a, em Portugal, \"preservar a paisagem cultural, evolutiva e viva do Alto Douro Vinhateiro\", característica que sustenta o título de Património Mundial atribuído pela Unesco em 2001. Paulo Osório explica ainda que o manual de boas práticas agrícolas que sair do projecto Suvidur \"não vai ser impositivo\". Será colocado à disposição das associações, cooperativas e técnicos, como um \"instrumento de trabalho\", com instruções e recomendações, baseado no \"melhor conhecimento científico disponível\" sobre a sustentabilidade da viticultura de encosta.
Será mais exaustivo que o actual Plano Intermunicipal de Ordenamento do Território do Alto Douro Vinhateiro, que já define \"regras agronómicas de bom senso\", algumas delas \"bastante complicadas\", nota Paulo Osório, porque têm a ver com todos os factores que influem na cultura da vinha. O manual de boas práticas há-de funcionar, por isso, como uma \"cábula\" para os agricultores que vão renovar as suas vinhas. Por exemplo, que castas plantar, em que locais, com que sistemas de armação do terreno e em que sítios, se são patamares de um bardo, micro-patamares ou vinha ao alto. Em suma, o que é preciso fazer para plantar uma vinha, desde o início até ao fim, perseguindo um objectivo final: \"Ter o melhor equilíbrio entre produção e qualidade das uvas, para ter os melhores vinhos do Mundo, sem colidir com a paisagem do Património Mundial\", frisa vice-presidente do IVDP.\"Para além de não colidir deve acrescentar valor à paisagem vinhateira\", opina o chefe da Estrutura da Missão do Douro, Ricardo Magalhães.
Eduardo Pinto in JN, 2009-05-26
Universitários lançam debate sobre impacto da novas barragens e estradas em Trás-os-Montes
Os alunos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) vão promover, entre terça e quinta-feira, um debate sobre o impacto das novas obras públicas no desenvolvimento desta região, para onde está previsto um investimento de 3,8 mil milhões de euros nos próximos anos.
O fórum «O Futuro é hoje», organizado pelos alunos do Núcleo de Engenharia Civil da UTAD, traz a Vila Real, entre outros, António Castro da EDP, Pina Moura da Iberdrola, Pedro Gonçalves, da Soares da Costa, Francisco Silva da Somague e Corte Real Magalhães da Mota-Engil. Estas empresas vão construir, globalmente, o Túnel do Marão e a Auto-Estrada Transmontana, que vão ligar Amarante, Vila Real e Bragança, o Itinerário Complementar 5 (IC5), o Itinerário Principal 2 (IP2), e ainda as barragens do Alto Tâmega, Sabor e Tua.\"Se todas as obras previstas forem construídas, serão investidos 3,8 mil milhões de euros em Trás-os-Montes e Alto Douro num período de cinco a 10 anos\", salientou hoje um dos responsáveis pelo NEC, Rui Guedes. Os universitários querem debater as oportunidades e desafios que as novas obras públicas podem criar para as empresas e recursos humanos da região transmontana.\"Queremos também determinar qual a nossa posição no meio disto tudo e o que poderemos fazer para aproveitarmos esta oportunidade\", afirmou Rui Guedes.
No debate deverão também participar representantes de municípios e empresas transmontanas dos mais diversos sectores, porque, como sustentou o director do Departamento de Engenharias da UTAD, Luís Ramos, estes investimentos vão criar um movimento capaz de reactivar várias áreas de negócios, nomeadamente oficinas de automóveis, empresas de marketing, publicidade, transportes, alojamento e restauração. Referiu, a título de exemplo, que algumas das aldeias da serra do Marão começam já a ser procuradas para alojar alguns dos engenheiros e operários que vão construir o Túnel do Marão. Luís Ramos considera importante que os centros de formação profissional da região direccionem os seus cursos para qualificar a mão-de-obra local de forma a poder dar resposta à procura que vai surgir. \"Só para construir a auto-estrada 24, no troço entre Lamego e Chaves, foram precisos 200 operadores de máquina\", salientou. Luís Ramos referiu que a \"maior parte das obras\" são feitas por subempreitadas, o que, na sua opinião, \"se poderá transformar numa oportunidade para as empresas da região, caso estas se preparem a tempo para obedecer aos requisitos exigidos\". A própria UTAD poderá, segundo Rui Guedes, adaptar os programas extracurriculares dos mais variados cursos e o perfil do licenciado às necessidades do mercado que vão ser geradas com a construção destas infraestruturas rodoviárias e empreendimentos hidroeléctricos. A ideia é também criar ligações com os consórcios para a realização de estágios e disponibilizar os laboratórios universitários.
Lusa, 2009-05-26
O fórum «O Futuro é hoje», organizado pelos alunos do Núcleo de Engenharia Civil da UTAD, traz a Vila Real, entre outros, António Castro da EDP, Pina Moura da Iberdrola, Pedro Gonçalves, da Soares da Costa, Francisco Silva da Somague e Corte Real Magalhães da Mota-Engil. Estas empresas vão construir, globalmente, o Túnel do Marão e a Auto-Estrada Transmontana, que vão ligar Amarante, Vila Real e Bragança, o Itinerário Complementar 5 (IC5), o Itinerário Principal 2 (IP2), e ainda as barragens do Alto Tâmega, Sabor e Tua.\"Se todas as obras previstas forem construídas, serão investidos 3,8 mil milhões de euros em Trás-os-Montes e Alto Douro num período de cinco a 10 anos\", salientou hoje um dos responsáveis pelo NEC, Rui Guedes. Os universitários querem debater as oportunidades e desafios que as novas obras públicas podem criar para as empresas e recursos humanos da região transmontana.\"Queremos também determinar qual a nossa posição no meio disto tudo e o que poderemos fazer para aproveitarmos esta oportunidade\", afirmou Rui Guedes.
No debate deverão também participar representantes de municípios e empresas transmontanas dos mais diversos sectores, porque, como sustentou o director do Departamento de Engenharias da UTAD, Luís Ramos, estes investimentos vão criar um movimento capaz de reactivar várias áreas de negócios, nomeadamente oficinas de automóveis, empresas de marketing, publicidade, transportes, alojamento e restauração. Referiu, a título de exemplo, que algumas das aldeias da serra do Marão começam já a ser procuradas para alojar alguns dos engenheiros e operários que vão construir o Túnel do Marão. Luís Ramos considera importante que os centros de formação profissional da região direccionem os seus cursos para qualificar a mão-de-obra local de forma a poder dar resposta à procura que vai surgir. \"Só para construir a auto-estrada 24, no troço entre Lamego e Chaves, foram precisos 200 operadores de máquina\", salientou. Luís Ramos referiu que a \"maior parte das obras\" são feitas por subempreitadas, o que, na sua opinião, \"se poderá transformar numa oportunidade para as empresas da região, caso estas se preparem a tempo para obedecer aos requisitos exigidos\". A própria UTAD poderá, segundo Rui Guedes, adaptar os programas extracurriculares dos mais variados cursos e o perfil do licenciado às necessidades do mercado que vão ser geradas com a construção destas infraestruturas rodoviárias e empreendimentos hidroeléctricos. A ideia é também criar ligações com os consórcios para a realização de estágios e disponibilizar os laboratórios universitários.
Lusa, 2009-05-26
Azeite de Trás-os-Montes DOP ficou classificado entre os melhores azeites do mundo
O Azeite de Trás-os-Montes DOP ficou classificado entre os melhores azeites do mundo no Prémio Mario Solinas. O Prémio Mario Solinas é o Prémio à Qualidade promovido pelo Conselho Oleícola Internacional, sendo considerado um dos prémios mais prestigiados em todo o mundo. O produtor Jerónimo Pedro Mendonça de Abreu e Lima da Quinta da Fonte - Vale de Madeiro – Mirandela venceu a categoria Maduro Intenso. Nesta categoria o segundo lugar foi atribuído à CARM- Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A. de Almendra. De destacar ainda o terceiro prémio na Categoria de Maduro Médio de Filipe José de Albuquerque Roboredo Madeira de Vilar de Amargo e a presença como finalista da Ollivus de Fonte Longa – Meda na mesma categoria.
As presentes classificações vêm demonstrar que o Azeite de Trás-os-Montes DOP possui qualidades únicas e diferenciadoras que o podem valorizar significativamente no mercado mundial de azeites de qualidade. De destacar ainda a presença de mais quatro azeites portugueses nas classificações finais, o que demonstra também a necessidade de Portugal apostar cada vez mais na valorização e promoção do Azeite DOP em detrimento do mercado de granel e da produção de azeite sem qualquer identidade nacional.
Os resultados podem ser vistos em http://www.internationaloliveoil.org/COIAdmin/resources/pdf/PRENSA-MS09.pdf
As presentes classificações vêm demonstrar que o Azeite de Trás-os-Montes DOP possui qualidades únicas e diferenciadoras que o podem valorizar significativamente no mercado mundial de azeites de qualidade. De destacar ainda a presença de mais quatro azeites portugueses nas classificações finais, o que demonstra também a necessidade de Portugal apostar cada vez mais na valorização e promoção do Azeite DOP em detrimento do mercado de granel e da produção de azeite sem qualquer identidade nacional.
Os resultados podem ser vistos em http://www.internationaloliveoil.org/COIAdmin/resources/pdf/PRENSA-MS09.pdf
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Desertificação é pior que desemprego em Bragança
Uma delegação sindical encontrou-se na Terça-feira, 19 de Maio, com D. António Montes, Bispo de Bragança-Miranda para abordar as consequências regionais da actual crise mundial. Os sindicalistas \"entregaram-me um memorando sobre a situação aqui na região\" - disse à Agência ECCLESIA D. António Montes. No distrito de Bragança \"não existe um grande problema de desemprego\" porque \"temos pouco emprego\" - realçou o prelado. Nesta matéria \"estamos «melhor» que no litoral e nas grandes cidades\" - admitiu.
Depois de consultar o memorando entregue pela delegação, D. António Montes frisou que a população da diocese (corresponde ao distrito) muito. Por cada cem jovens até aos 14 anos existem 224 idosos. \"A nossa população está a envelhecer drasticamente\" - alerta.No ano dois mil o distrito tinha 147 mil habitantes. Passados 7 anos, o número decresceu para 142 mil. \"Todos os concelho diminuíram a população, excepto Bragança e Mirandela\" - referiu o bispo. E acrescenta: \"mesmo nestes dois concelhos juntos a subida situou-se nas duzentas pessoas\".
Com uma escassez de núcleos industriais, a região sofre com \"a desertificação\" visto que \"obriga as pessoas a saírem de cá\" - afirma o bispo. O tecido laboral desta região distribui-se da seguinte forma: \"nas aldeias as pessoas dedicam-se à agricultura e nas cidades trabalham nos serviços\".Apesar desta situação, a crise vigente também chegou ao nordeste transmontano. \"Os cerca de 50 Centros Sociais e Paroquiais da diocese têm recebido vários pedidos de ajuda\" - lamenta D. António Montes. Em relação às solicitações feitas à Caritas diocesana, o bispo sublinha que as pessoas pedem ajuda essencialmente nas áreas da \"alimentação e renda de casa\".
Agência Ecclesia, 2009-05-22
Depois de consultar o memorando entregue pela delegação, D. António Montes frisou que a população da diocese (corresponde ao distrito) muito. Por cada cem jovens até aos 14 anos existem 224 idosos. \"A nossa população está a envelhecer drasticamente\" - alerta.No ano dois mil o distrito tinha 147 mil habitantes. Passados 7 anos, o número decresceu para 142 mil. \"Todos os concelho diminuíram a população, excepto Bragança e Mirandela\" - referiu o bispo. E acrescenta: \"mesmo nestes dois concelhos juntos a subida situou-se nas duzentas pessoas\".
Com uma escassez de núcleos industriais, a região sofre com \"a desertificação\" visto que \"obriga as pessoas a saírem de cá\" - afirma o bispo. O tecido laboral desta região distribui-se da seguinte forma: \"nas aldeias as pessoas dedicam-se à agricultura e nas cidades trabalham nos serviços\".Apesar desta situação, a crise vigente também chegou ao nordeste transmontano. \"Os cerca de 50 Centros Sociais e Paroquiais da diocese têm recebido vários pedidos de ajuda\" - lamenta D. António Montes. Em relação às solicitações feitas à Caritas diocesana, o bispo sublinha que as pessoas pedem ajuda essencialmente nas áreas da \"alimentação e renda de casa\".
Agência Ecclesia, 2009-05-22
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