terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso - Montalegre

Organização e produtores garantem que foi a melhor Feira do Fumeiro de sempre. Muito produto vendido em dias de constante enchente como documentam as fotos anexas. Último dia foi um fartote para os amantes da neve.
Terminou com chave de ouro a 18.ª Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso, evento que teve lugar, na vila de Montalegre, de 22 a 25 deste mês. Foram dias de constante romaria, com muita gente vinda dos mais variados lugares.
Para o último dia estava reservado um dos trunfos do evento: a neve. Montalegre acordou caiada de branco para gáudio de muitos milhares de forasteiros que desde bem cedo começaram a assomar à Capital do Barroso.


«MAIS COMERCIAL DE SEMPRE»

No balanço ao certame, Boaventura Moura, presidente da Associação do Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã, afirmou que esta edição «foi a mais comercial de sempre» fundamentando a afirmação na experiência que já tem da participação na Feira do Fumeiro. Para Boaventura Moura, «a confirmação de que esta edição está a ser das mais importantes, senão mesmo a mais importante, a nível comercial está no facto de no dia de sábado as vendas terem atingido números muito destacados e de no domingo, muitos dos expositores já estarem, na parte da manhã, a braços com falta de produto».
Esclarecendo esta situação, Boaventura Moura explica que «o fumeiro que aqui trazemos não é um fumeiro qualquer, trata-se de um produto certificado, com um acompanhamento constante ao longo do ano da criação dos animais e toda essa conjuntura faz com que não seja possível – pelo menos por agora – apresentar mais quantidade e veja-se que, mesmo assim, são cerca de 60 mil quilos de produtos derivados do porco que estão em comercialização na feira». Salientou ainda que «seria muito fácil termos aqui mais produto se se enveredasse por outras técnicas», porém, «a extraordinária qualidade do fumeiro aqui patente e é isso que tem feito crescer e prestigiar progressivamente esta feira que se realiza em Montalegre e que a distingue de muitas outras do género».

Para além do mais, Boaventura Moura destaca outra particularidade: «quando se afirma que a Feira do Fumeiro de Montalegre é um autêntico "S. João das Chouriças" não é em vão», diz este responsável, explicando que «durante todo o dia de sábado foi possível ver aqui grupos de visitantes que, de forma espontânea, faziam a festa, ora com cantares próprios, ora associando-se aos grupos de animação que percorriam o recinto e tudo isto sem qualquer alteração da ordem, antes pelo contrário, dando ainda mais cor e vivacidade ao evento, realçando assim mais esta característica da feira de Montalegre, a de ser uma autêntica festa popular».
Refira-se que já durante o dia de sábado, tanto à hora de almoço como à noite, os restaurantes da vila de Montalegre se encontravam lotados, o mesmo acontecendo com unidades de restauração dos arredores, panorama que se intensificou ainda mais durante o último dia do evento. Por outro lado, no próprio sábado à noite havia ainda muitas pessoas que procuravam – mas em vão – arranjar pernoita na vila montalegrense, cuja capacidade hoteleira já estava há muito esgotada para estes dias.


«MELHOR FEIRA DE SEMPRE»

Directo e frontal na análise a esta edição da Feira do Fumeiro, Domingos Moura, veterinário municipal da Câmara de Montalegre, defendeu que «foi a melhor feira de sempre» e explica porquê: «porque, apesar de ter diminuído a quantidade de produtores, a qualidade média melhorou muito. Por sua vez, a quantidade de visitantes, maioritariamente, eram compradores e não "olhómetros" como se verificava em edições anteriores. Com tudo isto, houve mais espaço de circulação, melhor qualidade e uma organização sem incidentes». A reforçar, disse: «os pequenos produtores, face às exigências que colocámos, auto-excluiram-se. Surgiu uma selecção natural e socialmente sem conflitos».
A fechar, o veterinário municipal de Montalegre, afirmou: «sob o ponto de vista comercial melhor não podia ser. Quanto a nível de rejeições do produto, face ao que afirmei, posso garantir que andou na ordem dos 0,3%, ou seja, uma quantidade insignificante».


«A PROVA QUE FALTAVA»

Radiante com o sucesso da Feira do Fumeiro, Fernando Rodrigues, presidente do Município de Montalegre, ressalvou que «os objectivos foram totalmente atingidos. Correu tudo bem. Em ano de crise, onde se sentiu que as pessoas tinham algum receio, o que é natural, era a prova que faltava que a Feira do Fumeiro de Montalegre resiste a tudo. Até a esta crise. Como tal, estamos muito satisfeitos».

Câmara Municipal de Montalegre, 26 de Janeiro de 2008. In www.cm-montalegre.pt

Feira Gastronómica do Porco - Boticas

A décima primeira edição da Feira Gastronómica do Porco de Boticas, que se realizou no passado fim-de-semana (dias 16, 17 e 18 de Janeiro), voltou a registar um considerável sucesso, cumprindo-se as expectativas da organização, a cargo da Câmara Municipal de Boticas, a começar pelo número de visitantes, que terá ultrapassado os 35 mil já esperados. Durante os dias de sábado e domingo foram milhares as pessoas que não quiseram perder a oportunidade de visitarem a Feira Gastronómica do Porco, degustarem os pratos típicos da região nas Tasquinhas da Feira, comprarem o afamado fumeiro desta região do Barroso e de assistirem às actuações dos ranchos folclóricos e às chegas de bois, um dos grandes atractivos da agenda cultural do evento. Dada a grande afluência de publico, o Pavilhão Multiusos, dotado de todas as condições para a realização deste género de eventos, parecia pequeno, com as pessoas a movimentarem-se com grande dificuldade, o que traduz bem a dimensão que o certame já atingiu.
As “tasquinhas” voltaram a ser protagonistas principais neste certame e foram uma das grandes responsáveis pelo sucesso da Feira Gastronómica do Porco. Desde a abertura até ao encerramento da Feira não tiveram mãos a medir, vendo-se obrigadas a trabalhos redobrados para poderem responder às imensas filas de espera que se formavam perto da hora das refeições. Mas, também os restaurantes do concelho registaram uma afluência bastante superior ao que é habitual, demonstrando que a Feira Gastronómica não se confina exclusivamente ao espaço físico do Pavilhão Multiusos, sendo responsável por verdadeiras romarias a esta região do Barroso e contribuindo significativamente para o pulsar da economia do concelho.
Também os produtores de fumeiro presentes no recinto tiveram razões para sorrir, chegando à tarde de domingo com os seus produtos praticamente todos vendidos, tal foi a procura e o volume de vendas registados desde o momento em que a Feira abriu as suas portas.
Por todas estas razões, Fernando Campos, presidente da Câmara Municipal de Boticas, encontrava-se visivelmente satisfeito, sublinhando que “este modelo de feira, onde a vertente gastronómica é destacada, foi claramente uma aposta ganha da autarquia”. O autarca continuou garantindo que, “a qualidade do certame é reconhecida por todos, como o prova o largo número de visitantes que tivemos este ano”, razão pela qual, afiança, “continuará a ser uma aposta desta autarquia”.
Câmara Municipal de Boticas, 20 de Janeiro de 2009 – in www.cm-boticas.pt/

XIII FEIRA DA CAÇA E III FEIRA DE TURISMO

De 29 de Janeiro a 01 de Fevereiro de 2009 Macedo de Cavaleiros vai ser o palco da XIII edição da Feira da Caça e da III Feira do Turismo. Os dois eventos mostram que Macedo de Cavaleiros se converteu não só numa referência na cinegética, mas sobretudo num destino turístico no nordeste transmontano, onde sobressai a sua riqueza paisagística e o seu património cultural, aliados à qualidade dos produtos regionais, da gastronomia e do saber receber das suas gentes. Na Feira da Caça e na Feira do Turismo os visitantes vão encontrar algumas destas propostas, pontos de partida para uma visita mais alargada ao concelho.
Dia 30 realiza-se um seminário sobre Apoios financeiros no sector da caça e do turismo.

Mais informação em http://www.feiradacaca.com/

MOBILIDADE SUSTENTÁVEL E TRANSPORTES PÚBLICOS EM CIDADES

1. A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, através do Grupo de Estudos Territoriais, organizou, nos dias 30 e 31 de Outubro de 2008, o Seminário «Mobilidade Sustentável e Transportes Públicos em Cidades Médias e Territórios de Baixa Densidade». Embora abrangente, o título deste seminário remetia para duas problemáticas específicas e, de algum modo, complementares. Em causa estava, por um lado, a análise das questões associadas à promoção do transporte público em centros urbanos intermédios, à luz dos actuais padrões e condicionantes de mobilidade e na perspectiva de um desenvolvimento urbano sustentável. Mas, por outro lado, pretendia-se reflectir também sobre a natureza dos problemas de mobilidade que afectam grande parte das zonas rurais do território nacional e das soluções que têm vindo a ser desenhadas para atender a uma procura reduzida e difusa de transporte colectivo como é habitual nestas zonas. Estas problemáticas marcaram as intervenções e os debates que se sucederam ao longo de dois intensos e animados dias de trabalho, e nos quais participaram cerca de 150 pessoas oriundas das mais diversas proveniências institucionais e profissionais, tendo os resultados excedido as melhores expectativas, como foi reconhecido unanimemente. Em jeito de balanço, aqui ficam algumas notas conclusivas.

2. O termo “mobilidade” parece ter abandonado a aura tecnocrata que o marcou durante muitos anos, fazendo hoje parte do vocabulário corrente dos portugueses. Este facto revela, aparentemente, uma melhor percepção e compreensão dos fenómenos de deslocação de pessoas e bens e a qual extravasa largamente a visão tradicional muito centrada nas infra-estruturas, nos modos de transporte motorizado e no trânsito. No entanto, esta alteração parece ser ainda meramente semântica, como o demonstram eloquentemente inúmeras situações. A título de exemplo, refira-se que a grande maioria dos municípios continua a ter um pelouro e uma divisão de «trânsito» e que a administração central continua a apoiar a criação de «escolas de trânsito», prova de que o conceito de “mobilidade” ainda não entrou completamente no léxico e nas práticas de toda a administração pública. Um dos principais desafios que temos pela frente é pois o da difusão generalizada não só do conceito mas sobretudo da perspectiva e das abordagens que lhe estão associadas, encarando a mobilidade como um direito e um serviço de carácter transversal muito distante das visões redutoras como a gestão do tráfego ou a mera oferta de infra-estruturas ou de serviços de transporte.

3. A sustentabilidade da mobilidade urbana aparece hoje directamente associada ao uso excessivo e individual da viatura particular e às suas consequências directas: energéticas, ambientais, sociais e económicas. Em Portugal, a dependência do transporte individual é um fenómeno que se tem vindo a acentuar, paradoxalmente, nos centros urbanos de pequena e média dimensão. Embora as causas sejam certamente inúmeras e diversificadas, é cada vez mais evidente a relação que existe entre a dependência da viatura particular e os processos de urbanização difusa que estes centros urbanos conheceram nas últimas décadas. Esta evidência sugere a necessidade e a urgência de assegurar uma forte articulação entre políticas de transportes e políticas de ordenamento do território e, de forma mais operacional, entre planos territoriais e urbanos e planos de mobilidade. Nesse sentido, defende-se um modelo de cidade assente num tecido urbano denso e de uso misto, em detrimento da cidade de baixa densidade e funcionalmente segregada, de modo a criar massa crítica suficiente e padrões de mobilidade claramente definidos que permitam rentabilizar as redes de transporte público. Já no que diz respeito à natureza das relações entre os vários tipos de planos, defendeu-se a necessidade de articular e complementar as abordagens dos Planos Directores Municipais e dos Planos de Urbanização com as dos Planos de Mobilidade/Planos de Deslocações Urbanas, de modo a garantir que as estratégias e propostas de expansão urbana não ignoram, como o têm feito até aqui, os seus impactos em matéria de mobilidade e de acessibilidade urbana.

4. Em Portugal, a taxa de utilização do transporte público continua a ser muito reduzida. Nos centros urbanos de pequena e média dimensão os valores são consideravelmente mais baixos não só pelas razões apontadas em matéria de ordenamento do território mas também porque, em muitos casos, a cobertura, frequência e qualidade do serviço são claramente insuficientes. Este facto remete para um problema crucial: o modelo de financiamento. Um modelo que deve ser alterado, introduzindo o conceito de subsidiação dirigida, essencialmente direccionada para os estratos da população mais carenciados, atribuindo uma compensação aos operadores por redução das externalidades e colocando em pé de igualdade, em matéria de atribuição de indemnizações compensatórias, os sistemas de transportes das duas áreas metropolitanas com os das várias cidades que têm em funcionamento sistemas de transporte urbano. Só dessa forma será possível garantir os meios financeiros necessários para um serviço de transporte público de qualidade e suficientemente atractivo para o utilizador.

5. A problemática da mobilidade nos territórios de baixa densidade pode resumir-se ao ciclo vicioso da perda de população – perda de serviços – perda de transportes. Em geral estes territórios são caracterizados por uma procura reduzida e difusa que não pode ser satisfeita pelas soluções convencionais de transporte público. As experiências que têm vindo a ser implementadas nos últimos anos para atender a este tipo de problemas são muito diversas mas privilegiam, no essencial, duas dimensões fundamentais: a flexibilidade (percursos, paragens e horários) e a criatividade (aproveitamento de redes e serviços existentes, recurso às TIC, envolvimento das comunidades locais). Nesse sentido, as soluções que vierem a ser desenvolvidas em Portugal não devem ignorar a multiplicidade de serviços de transporte a operar nas zonas rurais, em particular os transportes escolares, os táxis, os transportes especiais (doentes e deficientes), os serviços postais, etc., assegurando a sua articulação, complementaridade e viabilidade económica e financeira. Paralelamente, importa também acautelar a expansão desregulada do “negócio privado” do transporte em meio rural por pessoas não detentoras do respectivo alvará, de modo a garantir que a actividade do transporte seja feita por profissionais devidamente habilitados para o efeito e evitar que os níveis de qualidade e de segurança do serviço que se pretende prestar às populações não se degradem. Finalmente, recomenda-se a maior das cautelas no recurso às TIC para a implementação de sistemas de transporte em meio rural, uma vez que, na maioria das vezes, estamos perante uma população envelhecida e com baixos níveis de instrução e para quem a utilização das novas tecnologias, nomeadamente o telemóvel e a internet, não é evidente.

6. O mercado de transporte regular de passageiros continua a ser regulado e disciplinado por um diploma legal com meio século de existência (RTA/1948). Aparentemente, existe um largo consenso quanto à necessidade e urgência de proceder a uma reforma profunda desta legislação mas o processo arrasta-se penosamente e parece que tal só acontecerá, mais uma vez, por imposição de Bruxelas. Certo, a Lei de Bases de Transportes Terrestres (Lei 10/90) introduziu algumas alterações significativas nas formas de exploração de serviços de transporte, através da concessão/contratação de serviços regulares urbanos e locais pelo município, da concessão/contratação conjunta por dois municípios e da criação da figura das áreas metropolitanas de transportes. Da mesma forma, a Lei n.º 159/99 alargou as competências dos municípios em matéria de planeamento, gestão e realização de investimentos transportes regulares urbanos e locais que se desenvolvam exclusivamente na área do município. No entanto, a regra que continua a prevalecer é a da concessão parcelar de linhas, quantas vezes desajustadas, e a ausência de qualquer mecanismo de planeamento e organização das redes de transportes à escala regional ou local. Importa, pois, dar novos passos no sentido de conferir mais competências aos municípios na área dos transportes, permitindo-lhes assim poder “desenhar” de forma mais adequada os sistemas de transportes no seu concelho, numa lógica de rede, integrando assim todos os tipos de transporte disponíveis e articulando serviços entre concelhos vizinhos. Simultaneamente, é universalmente reconhecido que um sistema convencional de transporte colectivo não constitui a solução mais eficiente e eficaz para zonas rurais de densidade populacional baixa. A integração dos vários tipos de transporte e a articulação inter-municípios será, com certeza, mais fácil – para não dizer que só dessa forma será possível – se a organização e a gestão deste sector passar para um nível supra-municipal, sendo desejável a criação da figura das autoridades intermunicipais de transportes, uma entidades a quem caberiam funções não só de planeamento e programação dos serviços de transporte mas também de promoção de uma mobilidade mais sustentável e mesmo da garantia do próprio direito à mobilidade.

Luís Ramos e Adriano Sousa
UTAD/Grupo de Estudos Territoriais da UTAD
In http://www.utad.pt/pt/eventos/mstp_08/index.html

3º Workshop: “Turismo e Sustentabilidade”

A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional vai realizar o seu 3º Workshop sob o tema: “Turismo e Sustentabilidade” (http://www.apdr.pt/evento_3/), que terá lugar a 27 de Abril de 2009, em Ponta Delgada, São Miguel – Açores.

Datas importantes:- 30 de Janeiro de 2009 - Envio de Resumos;- 17 de Fevereiro de 2009 - Aceitação das Comunicações ou Posters;- 31 de Março de 2009 - Recepção final das Comunicações;- 27 de Abril de 2009 - Workshop "Turismo e Sustentabilidade".

Os resumos devem ser remetidos a Adelaide Costa adelaidecosta@uac.pt (Tel: 963 979 747), indicando no assunto “Turismo e Sustentabilidade – Resumo”, de preferência em documento Word, com a indicação dos autores e respectivos contactos de e-mail. Saliento que os resumos devem ser remetidos com conhecimento aos co-autores.

Inscrições:Para efectuar a sua inscrição deverá enviar e-mail para adelaidecosta@uac.pt indicando no assunto "Turismo e Sustentabilidade - Inscrição"e no corpo da mensagem: o nome, instituição, profissão, número de contribuinte, morada pessoal e telemóvel.

Deverá ainda mencionar os dados para emissão do recibo da inscrição: nome, instituição, morada e número de contribuinte.- Estudantes: 10 €;- Normal: 50 €;- Visita de Estudo: 50 €.O pagamento da inscrição deverá ser efectuado aquando da recepção da documentação, no dia do workshop.

Ciclo de Conferências “Ordenamento do Território e Coesão Territorial"

Ciclo de Conferências “Ordenamento do Território e Coesão Territorial"

A Associação Portuguesa de Geógrafos está a organizar o Ciclo de Conferências “Ordenamento do Território e Coesão Territorial. Contributo para o debate público do Livro Verde sobre Coesão Territorial Europeia". O primeiro está marcado para 7 de Janeiro em Lisboa, no Auditório do Metropolitano."O evento pretende ser um contributo para o debate público do Livro Verde sobre Coesão Territorial Europeia",explicam os organizadores."

O ciclo de conferências, para além do lançamento de uma discussão pública alargada sobre estas matérias, tem o objectivo de elaborar e apresentar um contributo da sociedade civil portuguesa à consulta pública lançada pela Comissão Europeia sobre o Livro Verde da Coesão Territorial". A fim de permitir que o debate envolva um número diversificado de perspectivas, e que possa reflectir as expectativas dos vários níveis de intervenção sobre o território, serão organizadas sete sessões regionais, uma em cada região NUT II.

As restantes sessões decorrerão no dia 14 de Janeiro em Faro, a 21 de Janeiro em Évora, a 28 de Janeiro no Porto (Auditório 1 da Fundação Cupertino de Miranda), a 4 de Fevereiro em Ponta Delgada, a 12 de Fevereiro em Coimbra e a 18 de Fevereiro no Funchal.

Mais informações e incrições em http://www.apgeo.pt/

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Mobilidade Sustentável e Transportes Públicos (MSTP08)

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro vai organizar, nos próximos dias 30 e 31 de Outubro, um seminário subordinado ao tema “Mobilidade Sustentável e Transportes Públicos em Cidades Médias e Territórios de Baixa Densidade”.

Este Seminário contará com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros no domínio da Mobilidade e Transportes, nomeadamente dirigentes da administração púbica central e regional, autarcas e técnicos municipais, professores e investigadores universitários e consultores privados.

Em debate estarão temas como os desafios da mobilidade sustentável, as políticas de promoção do transporte público em cidades médias ou ainda as problemáticas do transporte colectivo em áreas rurais e territórios de baixa densidade.

As inscrições, bem como os pedidos de informação, poderão ser feitas através do site http://www.utad.pt/pt/eventos/mstp_08/index.html


A promoção de políticas de transporte com o objectivo de alterar o split modal a favor dos modos de transporte mais sustentáveis é hoje um desígnio à escala global.

Neste contexto, é indispensável aprofundar o debate sobre os modelos de desenvolvimento urbano e a sua interligação como o sector dos transportes, atendendo ao papel que este desempenha na promoção da coesão territorial e inclusão social. Em concreto, há que promover a necessária articulação das políticas de transporte com as políticas urbanas e sociais.

Por seu turno o mundo rural debate-se actualmente com o problema da redução dos níveis de mobilidade dos seus residentes, devido essencialmente à diminuição da oferta do transporte púbico. Este facto tem originado fenómenos de exclusão social, com especial incidência na população idosa e nos extractos mais carenciados da população.

Para contrariar esta tendência há que encontrar novas formas de oferta de transporte que permitam aos cidadãos residentes no meio rural poderem deslocar-se aos centros urbanos de modo a terem acesso a um conjunto de bens, serviços e actividades de carácter social e de lazer.

Este Seminário pretende ser não só um fórum de discussão destes temas nas suas várias vertentes mas também uma oportunidade para divulgar algumas experiências concretas e ensinamentos acumulados ao longo dos últimos anos.